Diplomacia iraniana acusa Trump de propor “limpeza étnica” em Gaza
O porta-voz da diplomacia iraniana, Emsaïl Baghaï, expressou que a comunidade internacional deveria apoiar os direitos dos palestinos à autodeterminação
Representantes do Hamas afirmaram que o grupo está preparado para iniciar negociações sobre a segunda fase do cessar-fogo com Israel.
Em conversas com a AFP, dois oficiais do grupo terrorista destacaram que as discussões devem abordar questões cruciais, como a prevenção de um novo conflito e a retirada das forças militares israelenses da região.
Além disso, os detalhes sobre a troca entre os últimos reféns israelenses e prisioneiros palestinos também estarão em pauta.
Nesse contexto, a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir os palestinos da faixa de Gaza para o Egito e a Jordânia a fim de organizar a situação no território, tem enfrentado gerado grande controvérsia.
Em uma declaração oficial na segunda-feira, 3 de fevereiro, o governo iraniano classificou a sugestão como um ato que se assemelha à “limpeza étnica”.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Emsaïl Baghaï, expressou que a comunidade internacional deveria apoiar os direitos dos palestinos à autodeterminação
A crítica iraniana ressalta que qualquer tentativa de “limpar” Gaza seria equivalente a eliminar não apenas essa região, mas toda a Palestina.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, o apoio à causa palestina tem sido um dos pilares da política externa da República Islâmica do Irã, que se recusa a reconhecer o Estado de Israel.
O Ministério das Relações Exteriores francês também havia se pronunciado sobre a questão dizendo, na terça-feira, 28 de janeiro, que o deslocamento forçado de palestinos de Gaza para o Egito e a Jordânia proposto por Donald Trump seria “inaceitável” e contraditório com uma solução de dois Estados.
“Qualquer deslocamento forçado de pessoas em Gaza seria inaceitável”, disse o porta-voz do ministério em um comunicado. “Isso não seria apenas uma violação grave do direito internacional, mas também um grande obstáculo à solução de dois Estados e um fator de desestabilização para nossos parceiros próximos Egito e Jordânia”, acrescentou.
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