Deputados venezuelanos vão propor anistia a presos políticos
Parlamentares apostam em cenário mais favorável após a captura de Nicolás Maduro
Um grupo de parlamentares venezuelanos apresentará um projeto de lei de anistia com o objetivo de libertar todos os presos políticos.
“Vamos apresentar na Assembleia Nacional (AN, Parlamento), juntamente com o grupo de organizações políticas que nos acompanham no grupo parlamentar, um projeto de lei de anistia (…) que trará tranquilidade às famílias das pessoas que estão injustamente detidas, incluindo menores ”, afirmou o deputado Luis Emilio Rondón.
Para Rondón, a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, pode contribuir para uma “reconciliação política”.
Segundo a ONG Foro Penal, atualmente existem 863 presos políticos na Venezuela.
Plano de Rubio
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, detalhou nesta quarta-feira, 7, a estratégia de três fases para a Venezuela após a captura de Maduro.
A explicação foi dada perante o Congresso americano.
Segundo Rubio, o plano americano busca evitar o colapso institucional da Venezuela e estabelecer bases para uma reconstrução política e econômica.
A segunda fase consiste justamente na libertação de presos políticos e a concessão de anistia à oposição.
“Um processo de reconciliação nacional começará na Venezuela para que as forças de oposição possam receber anistia e serem libertadas da prisão ou repatriadas para o país e comecem a reconstruir a sociedade civil”, afirmou.
Terceira fase: Transição
Segundo Rubio, a terceira e última fase do plano será a transição política propriamente dita. Desde a queda de Maduro, a vice-presidente do regime, Delcy Rodríguez, ocupou a administração interina da Venezuela.
A ideia dos Estados Unidos busca evitar um colapso imediato do país.
O próprio presidente Donald Trump confirmou que Delcy Rodríguez mantém contatos frequentes com Rubio, como parte do esforço para garantir uma transição controlada.
A decisão frustrou apoiadores de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, e do presidente eleito, Edmundo González, que gostariam de ver a dupla comandando o país imediatamente.
Mas os Estados Unidos entendem que seria temerário deixá-los à deriva, sem apoio das instituições, em solo venezuelano.
Leia mais: Rubio detalha plano em três fases para a Venezuela
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)