Deputado propõe autonomia de agências de estatísticas após Trump demitir chefe do BLS
Projeto abrange também o Departamento do Censo, o Centro Nacional de Estatísticas da Educação e o Departamento de Estatísticas da Justiça
O deputado democrata George Whitesides apresentou no Congresso dos Estados Unidos um projeto de lei para a integridade de agências estatísticas. A medida visa resguardar a imparcialidade dessas instituições federais, estipulando que a remoção de seus chefes ocorra apenas por justa causa, como ineficiência ou má conduta.
Demissões baseadas no conteúdo ou na divulgação de dados seriam vedadas. A iniciativa surgiu dias após o presidente Donald Trump destituir a comissária do Escritório de Estatísticas de Trabalho (BLS), Erika McEntarfer, após a publicação de dados de e mprego de julho.
Repercussão e abrangência
O projeto engloba o BLS, o Departamento do Censo, o Centro Nacional de Estatísticas da Educação e o Departamento de Estatísticas da Justiça. A proposta tem o apoio de outros parlamentares democratas, incluindo Robert Garcia e Haley Stevens.
De acordo com O Globo, o gabinete de Whitesides informou que o texto “impede que o presidente demita injustamente o chefe de uma agência estatística por motivos políticos”. Segundo Whitesides, “o presidente demitir a comissária do BLS apenas porque não gostou do relatório de empregos estabelece um precedente perigoso”, destacando a necessidade de dados confiáveis para a população.
Trump demite funcionária do departamento de estatísticas do governo
Incomodado com os números divulgados pelo Escritório de Estatísticas de Trabalho (BLS), uma espécie de IBGE dos EUA, o presidente Donald Trump decidiu demitir a profissional responsável, Erika McEntarfer, sob alegação – não provada – de que ela manipulava os números do departamento – favoravelmente a Kamala Harris, então vice-presidente na gestão Joe Biden, e desfavoravelmente ao seu próprio governo.
A demissão de McEntarfer foi criticada por seu predecessor, Bill Beach, que ocupou o cargo durante a administração Trump. Ele descreveu a decisão como “totalmente infundada” e alertou sobre os perigos dessa ação, que poderia comprometer a integridade do escritório estatístico.
Beach argumentou que a manipulação dos dados era inviável, já que as informações são preparadas pela equipe e apresentadas à liderança apenas dois dias antes da divulgação.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump já efetuou outras demissões controversas, incluindo a do chefe do Estado-Maior Conjunto indicado por Biden e também forçando a saída do diretor do FBI Christopher Wray antes que ele pudesse ser dispensado.
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