Depois de pedir recuperação judicial pela segunda vez em poucos anos, rede de artigos para festas encerra cerca de 700 lojas porque a reorganização não conseguiu sustentar o negócio
Mesmo após eliminar US$ 1 bilhão em dívida na 1ª recuperação, a empresa ainda carregava mais de US$ 800 milhões em obrigações

O que você vai ver
- Qual rede de festas pediu recuperação judicial pela segunda vez em menos de dois anos.
- O que aconteceu na primeira recuperação judicial, em 2023.
- Por que a reestruturação anterior não foi suficiente para salvar o negócio.
- Quantas lojas fecharam desta vez e o que aconteceu com os funcionários.
- O que a própria empresa apontou como causa da nova crise.
Uma rede americana de artigos para festas pediu recuperação judicial pela segunda vez em menos de dois anos e decidiu encerrar cerca de 700 lojas, depois que a reestruturação feita na primeira tentativa não conseguiu colocar o negócio de volta nos trilhos.
Qual rede pediu recuperação judicial de novo?
A empresa é a Party City, que entrou com um novo pedido de Chapter 11 em dezembro de 2024, um sábado, depois de informar aos funcionários, no dia anterior, que começaria a encerrar as operações. Era a segunda vez em menos de dois anos que a companhia recorria à proteção judicial.
Party City is going out of business. The chain plans to close all of its stores after nearly 40 years in business, and corporate employees were told today is their last day of employment – CNN https://t.co/CY5o8Fm7Ay
— Breaking911 (@Breaking911) December 20, 2024
O que aconteceu na primeira recuperação judicial?
Em janeiro de 2023, a Party City Holdco já havia pedido recuperação judicial depois de lutar para pagar uma dívida de quase US$ 1,7 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões. Naquele processo, a empresa conseguiu eliminar cerca de US$ 1 bilhão dessa dívida e manteve a maior parte das lojas abertas, fechando pouco mais de 80 unidades entre o fim de 2022 e agosto de 2024.
Por que a reestruturação anterior não foi suficiente?
Mesmo depois de reduzir boa parte da dívida em 2023, a empresa seguiu carregando mais de US$ 800 milhões em obrigações financeiras, o equivalente a mais de R$ 4,2 bilhões, enquanto enfrentava vendas fracas, custos em alta e uma escassez nacional de hélio, item essencial para boa parte dos produtos vendidos nas lojas, combinação que acabou inviabilizando a recuperação de longo prazo.
Quantas lojas fecharam e o que houve com os funcionários?
Desta vez, a liquidação atingiu cerca de 700 lojas em todo o território americano, que passaram a vender o estoque em liquidação total até o fim do estoque, com fechamento previsto para 28 de fevereiro. Apesar do tamanho do fechamento, a empresa afirmou que cerca de 95% dos seus 12 mil funcionários seriam mantidos em outras funções dentro do grupo.

O que a empresa apontou como causa da crise?
O executivo-chefe da companhia, Barry Litwin, atribuiu a nova crise à pressão inflacionária sobre o custo dos produtos, fator que reduziu diretamente o poder de compra dos consumidores em itens considerados não essenciais, como os artigos de festa vendidos pela rede havia quase 40 anos.
Negócios que tentaram se reerguer de uma primeira crise e não resistiram a uma segunda também aparecem no relato sobre a rede de brinquedos que liquidou 735 lojas americanas depois de décadas como referência do setor.
Mais detalhes sobre o caso estão disponíveis na reportagem original do Bisnow.
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