Depois de pedir proteção contra falência pela segunda vez, marca de boutiques inicia liquidação em mais de 450 lojas porque não encontrou comprador para manter a operação
A primeira recuperação judicial, em 2020, preservou a marca; a segunda já nasceu como liquidação total

O que você vai ver
- Qual marca de boutiques pediu proteção contra falência pela segunda vez.
- Como a primeira recuperação judicial, em 2020, preservou a marca.
- O que mudou desta vez para o plano já nascer como liquidação total.
- O que faltou para que um novo comprador aparecesse desta vez.
- Como ficam os funcionários e fornecedores durante o processo de liquidação.
Uma rede americana de boutiques femininas pediu proteção contra falência pela segunda vez em seis anos e, desta vez, iniciou a liquidação total de mais de 450 lojas, depois de não conseguir encontrar nenhum comprador interessado em manter a operação de pé.
Qual marca pediu proteção pela segunda vez?
A empresa é a francesca’s, rede de moda feminina em formato boutique fundada em Houston, em 1999, que pediu voluntariamente o Chapter 11 pela segunda vez em 6 de fevereiro de 2026, no Tribunal de Falências do Distrito de Nova Jersey, encerrando 25 anos de operação física nos Estados Unidos.

Como a primeira recuperação judicial preservou a marca?
Em dezembro de 2020, a empresa já havia pedido Chapter 11, processo em que fechou 140 lojas de baixo desempenho e seguiu operando com um empréstimo de US$ 25 milhões, o equivalente a cerca de R$ 132 milhões, enquanto buscava comprador. A gestora TerraMar Capital, em parceria com a Tiger Capital, acabou adquirindo a rede por US$ 18 milhões, cerca de R$ 95 milhões, em um acordo que manteve a marca funcionando e a maior parte das lojas abertas.
O que mudou para o plano já nascer como liquidação total?
Documentos do tribunal atribuem o colapso a um investidor que retirou o financiamento previsto por volta de 30 de dezembro de 2025, somado a dois grandes fornecedores que perderam o próprio financiamento de crédito, combinação que deixou a empresa sem caixa suficiente para sustentar a operação enquanto buscava um novo comprador, diferente do que havia acontecido na crise anterior.
O que faltou para aparecer um novo comprador?
Depois do episódio de 2020, a companhia também citou o acúmulo de investimentos de marca que não deram retorno, inflação persistente, instabilidade na cadeia de suprimentos e um ataque cibernético de 2023 que chegou a paralisar seus sistemas internos, fatores que, somados, deixaram a rede sem fôlego financeiro suficiente para atrair qualquer interessado desta vez.

Como ficam funcionários e fornecedores agora?
A empresa pediu autorização ao tribunal para continuar pagando salários e benefícios dos funcionários durante o processo, além de honrar obrigações junto a fornecedores e parceiros contraídas após o pedido de recuperação judicial, na tentativa de manter a operação de liquidação funcionando de forma organizada até o fechamento definitivo de todas as unidades.
Empresas que não resistiram a uma segunda crise depois de sobreviver à primeira também aparecem no relato sobre a rede de frutos do mar que fechou mais de 100 restaurantes durante sua recuperação judicial.
Mais detalhes sobre o caso estão disponíveis no comunicado oficial via PR Newswire.
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