Depois de décadas vendendo eletrônicos em pequenas lojas, rede entra em falência e reduz milhares de unidades a uma liquidação que encerra um modelo popular de varejo
Fornecedores passaram a negar crédito comercial à rede, o que gerou problemas de estoque nas lojas

O que você vai ver
- Qual rede de eletrônicos entrou em falência depois de décadas de operação.
- Como a rede dividiu suas lojas entre venda a um comprador e liquidação total.
- Quantas lojas entraram de fato em liquidação imediata.
- O que mudou no comportamento do consumidor que pressionou a empresa.
- Por que manter lojas pequenas espalhadas pelo país virou um problema, não uma vantagem.
Uma rede americana que vendia eletrônicos em pequenas lojas espalhadas pelo país havia décadas entrou em falência e viu milhares de suas unidades serem reduzidas a uma liquidação que encerrou um modelo de varejo que já havia sido extremamente popular.
Qual rede entrou em falência?
A empresa é a RadioShack, que pediu proteção sob o Chapter 11 em fevereiro de 2015, depois de operar mais de 4 mil lojas espalhadas pelos Estados Unidos ao longo de décadas, tornando-se uma referência popular para quem buscava componentes eletrônicos, acessórios e pequenos aparelhos em praticamente qualquer cidade do país.
Bernie Appel "Mr. RadioShack" Joined the company in 1959 and served as its long time president. Appel was born to Russian Jewish immigrants in Boston and was a deeply prominent figure in both the electronics industry and his local Jewish community. https://t.co/SwWVerORdD
— Reuven Goldstein (@curatorWH) October 12, 2026
Como as lojas foram divididas entre venda e liquidação?
O plano de reorganização aprovado pela Justiça permitiu que uma afiliada da gestora Standard General, batizada de General Wireless, comprasse entre 1.500 e 2.400 lojas americanas da rede, enquanto o restante das unidades foi destinado à liquidadora Hilco, que ficou responsável por fechar definitivamente as lojas restantes.
Quantas lojas entraram em liquidação imediata?
As vendas de liquidação começaram em mais de 1.700 lojas controladas diretamente pela empresa, com uma fase final acrescentando mais 361 unidades ao processo a partir de abril de 2015, resultado de um acordo que, segundo estimativas da época, poderia levar ao fechamento de até 2.100 lojas consideradas de baixo desempenho dentro da rede.
O que mudou no comportamento do consumidor?
A migração cada vez maior dos consumidores para compras on-line reduziu de forma constante o tráfego nas lojas físicas da rede, enquanto o crescimento do próprio braço de telefonia móvel da empresa, aposta que deveria ter sustentado o negócio, desacelerou mais do que o esperado, combinação que esvaziou o fluxo de caixa necessário para manter milhares de pontos físicos funcionando.
Nirvana performing at a Radioshack in 1988 https://t.co/DeqtzxW8yr
— Historic Vids (@historyinmemes) December 27, 2022
Por que as lojas pequenas viraram um problema?
Fornecedores passaram a negar crédito comercial à rede e a exigir condições de pagamento menos favoráveis, o que gerou problemas de estoque justamente numa estrutura pulverizada em milhares de lojas pequenas, modelo que antes era visto como vantagem de proximidade com o cliente e que, sob pressão financeira, se tornou caro demais para manter de pé.
Modelos de varejo físico que perderam espaço para mudanças no comportamento do consumidor também aparecem no relato sobre a rede de frutos do mar que fechou mais de 100 restaurantes durante sua recuperação judicial.
Mais detalhes sobre o caso estão disponíveis na reportagem original do Los Angeles Times.
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