Depois de décadas ocupando os shoppings, rede encerra 250 lojas de uma só vez e aproximadamente 4 mil empregos deixam de existir
A histórica varejista feminina sucumbiu após anos de pressão sobre o modelo físico e deixou um vazio relevante no varejo americano.
Durante décadas, suas vitrines fizeram parte do cotidiano de consumidores em centros comerciais dos Estados Unidos, mas a presença física terminou de forma abrupta. Fundada em 1963, a The Limited fechou todas as cerca de 250 lojas no início de 2017, em uma decisão que atingiu aproximadamente 4 mil postos de trabalho.
Como a The Limited se tornou uma presença forte nos shoppings?
A The Limited foi fundada em 1963, em Columbus, Ohio, por Leslie Wexner. A proposta era vender uma seleção mais enxuta de roupas femininas em lojas pequenas, formato que acompanhou a expansão dos centros comerciais americanos.
A empresa cresceu rapidamente e ajudou a formar um grupo varejista ligado posteriormente a marcas como Victoria’s Secret e Express. Em seu auge, a The Limited chegou a operar centenas de unidades e ganhou presença nacional.

O que levou ao fechamento das cerca de 250 lojas?
A rede enfrentou anos de vendas fracas e mudanças no consumo. O avanço do comércio eletrônico, a concorrência do fast fashion e a menor dependência dos shoppings pressionaram um modelo baseado principalmente em lojas físicas.
No fim de 2016, a companhia já reduzia estoques, fechava unidades e buscava alternativas. No primeiro fim de semana de janeiro de 2017, confirmou o encerramento de toda a rede física restante, somando aproximadamente 250 lojas.
Quatro fatores ajudam a resumir a deterioração do negócio:
Quantos empregos desapareceram com o encerramento?
O fechamento atingiu cerca de 4 mil empregos, incluindo postos permanentes, sazonais e temporários. A redução ocorreu em escala nacional porque a companhia ainda mantinha lojas espalhadas por diferentes estados no momento da decisão.
Para os shoppings, a saída também deixou dezenas de espaços comerciais vagos quase simultaneamente. A The Limited era uma típica varejista de moda de shopping e se juntou a outras redes que reduziam presença física naquele período.
O que aconteceu depois que as portas foram fechadas?
O fim das lojas não encerrou imediatamente a empresa. Em 17 de janeiro de 2017, a Limited Stores, controladora da marca, pediu proteção do Chapter 11 e anunciou um acordo para vender propriedade intelectual e ativos do comércio eletrônico.
O comunicado da própria Limited Stores informou que uma afiliada da Sycamore Partners havia sido escolhida como compradora inicial desses ativos, sujeita a propostas superiores e à aprovação do tribunal responsável pelo processo.
Os principais marcos ficaram concentrados em poucas semanas:
Por que o caso virou símbolo da crise do varejo de shopping?
A The Limited fechou suas lojas quando outras redes tradicionais também cortavam unidades nos Estados Unidos. Macy’s e Sears anunciaram grandes programas de fechamento no mesmo início de 2017, reforçando a percepção de mudança estrutural no varejo físico.
O caso chamou atenção porque a marca tinha longa ligação com os shoppings e já havia operado mais de 750 lojas duas décadas antes. A queda até o fechamento completo mostrou a rapidez com que uma rede nacional podia perder escala.
O que restou da The Limited depois do fim das lojas?
A marca não desapareceu junto com as vitrines. Os ativos de propriedade intelectual e o negócio digital passaram pelo processo de venda após o pedido de Chapter 11, permitindo que o nome continuasse existindo fora da antiga rede física.
O que terminou em 2017 foi a extensa presença em shoppings construída ao longo de mais de cinco décadas. O fechamento de cerca de 250 unidades e a perda de aproximadamente 4 mil empregos marcaram o fim dessa etapa.
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