Depois de assoprar, Musk volta a morder
Empresário faz críticas a projeto do governo, depois de procurar o presidente para pedir desculpas pelos exageros
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX e ex-chefe do Departamento de ‘Eficiência Governamental’ dos EUA, voltou a criticar o projeto de lei econômica defendido por Donald Trump, alegando que a proposta tem o potencial de eliminar milhões de postos de trabalho em território americano e de infligir “imensos danos” estratégicos à nação. As críticas, veiculadas por meio da (sua) rede social X, intensificaram uma divergência entre as duas figuras, com Musk classificando a iniciativa como “completamente insana e destrutiva”.
Depois de assoprar…
Musk havia feito uma ligação para o presidente americano, para se desculpar por ataques feitos em sua rede social X contra ele na última semana, segundo a CNN Internacional. Em outra ligação, Musk conversou com o vice-presidente, JD Vance, e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles.
Após os telefonemas, o ex-integrante do governo admitiu ter passado do limite: “Me arrependo de algumas das minhas postagens sobre o presidente Donald Trump na semana passada. Elas foram longe demais”, escreveu no X.
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…voltou a morder.
Na sexta, 28, o empresário disse que o plano de Trump, em fase de apreciação pelo Senado dos EUA, representa um “severo entrave” ao desenvolvimento das indústrias do futuro, enquanto destina benefícios consideráveis a setores já consolidados e mais tradicionais. Segundo Musk, a legislação oferece “esmola” a segmentos do passado, ao mesmo tempo em que “prejudica gravemente” o avanço de empresas inovadoras.
Entre tapas e beijos
A acirrada troca de farpas entre Musk e Trump começou após o bilionário se desligar de um cargo especial no governo no final de maio. Em reação às imputações de Musk, Trump manifestou-se “desapontado”, salientando que havia proporcionado “muita ajuda” ao empresário em momentos anteriores. O presidente sugeriu que a objeção repentina de Musk ao projeto seria motivada pela inclusão de uma cláusula para diminuir as exigências para veículos elétricos – um ponto de interesse direto para a Tesla.
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