Depois de 44 anos, rede recebe comprador interessado apenas no estoque e fecha 416 lojas atingindo 8.700 trabalhadores
A empresa buscava continuidade no Chapter 11, mas o leilão separou estoque, marca e contratos e levou toda a rede à liquidação.
As 416 lojas que funcionavam entraram em liquidação quando uma rede de moda não encontrou comprador que mantivesse a operação. O processo atingiu cerca de 8.700 trabalhadores e colocou à venda um estoque estimado em US$ 160 milhões, enquanto marca e contratos ficaram separados.
Qual rede encerrou 416 lojas depois de 44 anos?
A rede era a Charlotte Russe, varejista americana de moda jovem fundada em 1975, em San Diego. Ao completar 44 anos, a companhia decidiu liquidar as 416 unidades restantes depois que a tentativa de venda como negócio em funcionamento fracassou.
No pedido de proteção judicial, a empresa informou ter aproximadamente 8.700 trabalhadores. O fechamento não foi apenas uma troca de dono: encerrou a operação original nas lojas, embora a marca fosse retomada meses depois por outro grupo.

Por que a empresa buscava um comprador que mantivesse a operação?
O Capítulo 11 do código de falências dos Estados Unidos permite reorganização e venda de ativos sob supervisão judicial. A Charlotte Russe entrou com o pedido em 3 de fevereiro de 2019 para buscar continuidade.
Enquanto procurava uma proposta, a rede planejou fechar cerca de 94 unidades e manteve lojas e comércio eletrônico funcionando. Sem uma oferta que sustentasse o conjunto do negócio, a estratégia mudou de reorganização para liquidação.
O que o vencedor do leilão realmente recebeu?
A SB360 Capital Partners foi nomeada pelo tribunal como agente da liquidação. Isso é diferente de comprar toda a companhia: as mercadorias seguiram para vendas de encerramento, enquanto propriedade intelectual e direitos de locação seriam negociados separadamente.
O comunicado da SB360 sobre a liquidação avaliou o estoque em US$ 160 milhões. Os R$ 819 milhões resultam de uma conversão aproximada a R$ 5,12 por dólar; não representam o preço pago no leilão.
Os cards organizam o alcance e a natureza dos ativos:
Como o plano passou de 94 para 416 fechamentos?
A passagem de 94 para 416 fechamentos ocorreu porque a primeira lista fazia parte de uma reorganização, não do plano final. Quando não surgiu comprador disposto a manter a operação, o tribunal autorizou o esvaziamento de todas as lojas restantes.
As promoções começaram em março de 2019, em 44 estados americanos e Porto Rico. Produtos das lojas, do centro de distribuição e do estoque reservado ao comércio eletrônico foram reunidos para a venda, acelerando o encerramento.
O que aconteceu com os 8.700 trabalhadores?
Os 8.700 trabalhadores eram o quadro informado quando a empresa pediu proteção judicial. Reportagens da época apontaram que a maior parte estava em regime de meio período, o que ampliou o efeito social do fechamento em centenas de shopping centers.
O número descreve as pessoas ligadas à rede no início do processo, mas não prova que todas foram dispensadas no mesmo dia. A formulação mais precisa é que o fechamento atingiu os funcionários e eliminou a operação original.
A sequência mostra como a tentativa de reorganização terminou:
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A marca desapareceu depois da liquidação?
Não. A liquidação encerrou a companhia e suas lojas restantes, mas a YM Inc. comprou a marca e a propriedade intelectual em 29 de março de 2019. O comércio eletrônico voltou em junho, sob outra empresa.
O novo proprietário anunciou 100 pontos de venda e abriu as cinco primeiras unidades do relançamento naquele mês. O episódio teve duas etapas: fim da rede original e retorno posterior do nome, sem continuidade societária nem preservação automática dos empregos.
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