“Czar da fronteira” alerta para risco de ataque terrorista nos EUA
Responsável pela área de deportações cita falhas no controle de fronteira e caso de atentado no Colorado
O responsável pelas políticas de deportação e controle migratório no governo americano, Tom Homan, afirmou que os Estados Unidos enfrentam um risco iminente de ataque terrorista devido ao enfraquecimento das políticas de fronteira durante o governo Biden.
Ele destacou a existência de aproximadamente dois milhões de imigrantes que entraram ilegalmente no país e não foram interceptados pelas autoridades, o que representa, segundo ele, uma grave ameaça à segurança nacional.
Homan descreveu essa situação como “a maior vulnerabilidade de segurança nacional que o país já viu”.
Ele questionou o motivo pelo qual tantos imigrantes evitam deliberadamente os pontos de fiscalização, argumentando que “ninguém tenta escapar de um sistema que distribui permissões e vistos, a menos que tenha algo a esconder”.
Segundo o responsável, parte desses estrangeiros pode ter vínculos com atividades criminosas ou terroristas.
Durante a entrevista, Homan citou o atentado ocorrido no domingo, 1º, em Boulder, Colorado, como exemplo das falhas no sistema migratório.
Mohamed Sabry Soliman, egípcio que entrou com visto de turista em 2022 e obteve autorização de trabalho, permaneceu no país após o vencimento do documento.
Ele feriu doze pessoas com coquetéis molotov e um lança-chamas improvisado em um ataque de motivação antissemita.
Atual diretor executivo de operações de remoção de estrangeiros, Homan voltou ao cargo neste ano com a missão de intensificar a fiscalização migratória.
Ele defende que o país não poderá garantir sua segurança enquanto os milhões de imigrantes não identificados não forem localizados.
“Se não encontrarmos essas pessoas, vamos enfrentar as consequências por muito tempo”, afirmou.
Tom Homan em números
Durante sua gestão à frente da política migratória americana, Tom Homan registrou aumento expressivo nas prisões e deportações.
Desde janeiro de 2025, foram deportados cerca de 139 mil imigrantes ilegais, com foco nas operações no interior do país.
Entre 2017 e 2018, as prisões subiram 40% e as remoções internas cresceram 30%. Naquele período, o governo registrou o maior número de prisões de membros da gangue MS-13 desde 2008.
Homan priorizou a retirada de estrangeiros com antecedentes criminais.
Em 2015, 91% das prisões internas foram de indivíduos com condenações, e 59% das remoções também envolveram esse perfil.
À frente de uma estrutura com quase oito mil servidores e orçamento de mais de US$ 3 bilhões, ele também ampliou em mais de 3.000% as vagas para detenção de famílias, passando de 96 para mais de 3 mil.
Reconhecido por sua atuação já no primeiro governo Trump, Homan recebeu o Presidential Rank Award for Distinguished Service em 2015 e foi eleito National Law Enforcement Leader of the Year em 2018.
No mesmo ano, 98% das remoções foram consideradas alinhadas às prioridades legais definidas pelo governo.
Apesar dos resultados, Homan afirma que o sucesso não se mede apenas pelo número de deportações, mas pela capacidade de remover ameaças reais à segurança.
Ele reconhece que limitações orçamentárias e operacionais impõem desafios e considera irrealista a meta de deportar todos os mais de 11 milhões de imigrantes ilegais estimados no país.
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