Cúmplice de Epstein defende Trump: “Nunca foi inadequado com ninguém”
Em entrevista ao Departamento de Justiça, Ghislaine Maxwell, condenada por tráfico sexual, nega irregularidades do presidente dos EUA
Ghislaine Maxwell (foto), condenada por tráfico sexual e cúmplice do financista Jeffrey Epstein, afirmou a altos funcionários do Departamento de Justiça dos EUA que nunca presenciou o presidente Donald Trump “em qualquer situação inadequada” com meninas apresentadas a ele por Epstein.
A declaração foi feita durante uma entrevista de dois dias realizada na Flórida no mês passado e divulgada pelo Departamento de Justiça nesta sexta-feira, 22. Maxwell cumpre atualmente uma pena federal de 20 anos de prisão.
“Na verdade, eu nunca vi o presidente em qualquer tipo de situação de massagem. Nunca presenciei o presidente em qualquer situação inadequada de qualquer forma. O presidente nunca foi inadequado com ninguém. Nos momentos em que estive com ele, ele foi um cavalheiro em todos os aspectos”, disse Maxwell.
Ela afirmou ainda não ter conhecimento de nenhuma “lista de clientes” de Epstein. Até o momento, apenas Epstein e Maxwell foram acusados criminalmente.
Epstein cometeu suicídio em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. Maxwell, condenada em 2021, também se declarou inocente e busca na Suprema Corte dos EUA a anulação de sua condenação.
Durante a entrevista, Maxwell disse admirar Trump desde a década de 1990.
“O presidente Trump sempre foi muito cordial e gentil comigo. E eu só quero dizer que eu acho — eu — eu admiro sua extraordinária conquista em se tornar presidente agora. E eu gosto dele, e sempre gostei dele”, afirmou.
Sobre o relacionamento entre Epstein e Trump, Maxwell disse não saber quando se tornaram próximos e que não os via como amigos íntimos.
“Não acho que eles fossem amigos próximos, ou eu certamente… não me lembro de tê-lo visto em sua casa, por exemplo”, disse.
Trump citado nos “arquivos Epstein”
Recentemente, o senador democrata Dick Durbin solicitou formalmente a divulgação do conteúdo das conversas entre Todd Blanche, vice-procurador-geral dos Estados Unidos e advogado pessoal de Trump, e Ghislaine Maxwell, levantando preocupações sobre um possível acordo corrupto entre ela e o governo Trump.
A suspeita é que Maxwell tenha fornecido informações distorcidas em troca de uma possível clemência por parte do ex-presidente.
Relatórios indicaram que Blanche e a procuradora Pam Bondi informaram Trump sobre a menção de seu nome nos chamados “arquivos Epstein” durante uma reunião em maio.
Embora isso não implique necessariamente em irregularidades, levou à decisão de concluir a análise dos documentos relacionados ao caso.
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