Cuba registra alta no número de protestos contra o regime, diz ONG
População luta contra queda diária de energia elétrica e por melhoria nas condições de vida
A ONG Observatório Cubano de Conflitos (OCC) registrou 745 protestos, denúncias e ações cívis contra a ditadura cubana no mês de junho.
Segundo o relatório, foram contabilizadas 283 ações contra o regime de Miguel Díaz-Canel, quase dobro do recorde anterior.
A principal causa do aumento das manifestações é a queda diária de energia elétrica em toda a ilha de Cuba. Algumas residências chegam a ficar sem luz por mais de 20 horas.
O déficit de geração de energia elétrica permaneceu entre 1.500 e 1.900 megawatts. Houve e cortes de energia com duração de até 24 horas em algumas áreas.
Outra reivindicação é o aumento repentino dos preços dos dados de internet móvel.
Pelo menos 25 universidades do país registraram episódios de greve estudantil.
Nas reuniões com autoridades estatais, os jovens reivindicaram acesso à internet – não apenas para fins educacionais – como um direito de todos os cubanos.
Os estudantes receberam amplo apoio nas redes sociais de ativistas de direitos humanos, acadêmicos, artistas, líderes religiosos, empresários e outros setores da sociedade civil.
Pressão dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira, 30, um Memorando Presidencial de Segurança Nacional (NSPM, na sigla em inglês) para restabelecer a política adotada pelo governo americano contra o regime cubano durante o seu primeiro mandato.
Com a medida, os EUA revogam políticas econômicas assinadas pelo ex-presidente Joe Biden que, segundo a atual administração, beneficiam a ditadura cubana, os militares, serviços de inteligência e agências do regime às custas do povo de Cuba,
Além disso, o memorando proíbe transações financeiras diretas ou indiretas com entidades controladas pelos militares cubanos, entre as quais o o Grupo de Administración Empresarial SA (GAESA) e suas subsidiárias.
Trump apoiará o embargo econômico a Cuba e rejeitará os apelos para o término das sanções. De acordo com o memorando, os EUA pretendem auxiliar o povo cubano a ter direito a uma imprensa livre, criação de empresas e atividades liberais.
O memorando também impõe a proibição legal do turismo americano a Cuba e garante o cumprimento por meio de auditorias regulares e a obrigação de manter registros de todas as transações relacionadas a viagens por pelo menos cinco anos.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, que é filho de cubanos, afirmou que os EUA responsabilizarão o “regime cubano ilegítimo” e apoiarão “o povo em sua busca por liberdade e justiça.”
“Graças à liderança do Presidente Donald Trump, os Estados Unidos estão comprometidos em promover a liberdade e a prosperidade em Cuba. Que não haja dúvidas: sob a liderança do presidente Trump, responsabilizaremos o regime cubano ilegítimo e apoiaremos o povo cubano em sua busca por liberdade e justiça”, publicou no X.
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