Crusoé: Putin quer a guerra
Moscou usará vantagem no conflito para recusar, exigir ou pressionar os ucranianos
O ditador russo Vladimir Putin esnobou nesta semana uma proposta de um acordo de cessar-fogo feita por americanos e ucranianos.
Com essa atitude, Putin mostra que não tem nenhuma pressa em parar com sua ofensiva para reconquistar a região russa de Kursk ou seguir com a invasão no leste da Ucrânia.
Na quinta, 13, o ditador disse que não está de acordo com um cessar-fogo temporário, mas apenas uma “paz de longo prazo“.
Pelos termos do Kremlin, contudo, a Ucrânia teria de praticamente aceitar uma capitulação.
Putin, que visitou a região de Kursk com uniforme militar na quarta, 12, está mostrando não apenas que não dá qualquer autoridade para a Ucrânia, como ainda exige que os Estados Unidos demonstrem uma posição de subserviência.
A negação do acordo se deu justamente quando o enviado de Trump para Moscou, Steve Witkoff, estava chegando à capital russa para iniciar as negociações.
Desequilíbrio
Como país invadido, a Ucrânia é o lado mais vulnerável da guerra.
Desde o início do conflito, perdeu territórios e dezenas de milhares de combatentes foram abatidos.
Nesta semana, a Rússia conseguiu retomar a cidade de Sudzha, a mais impotante da região de Kursk, que tinha sido dominada pela Ucrânia em agosto do ano passado.
A reconquista abre caminho para o Kremlin expulsar totalmente os ucranianos de seu território.
Além disso, Moscou está disparando centenas de drones e mísseis diariamente contra cidades ucranianas.
“A defesa aérea ucraniana só está conseguindo abater os mísseis. Mas, os drones, quando chegam, eles só rezam para que nada de pior aconteça“, afirma o analista militar Ricardo Cabral, do site História Militar em Debate.
Aliados europeus, liderados pela Polônia…
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