Crusoé: “O direito internacional foi uma ficção agradável”
"Toda essa lamúria sobre 'direito internacional' mostra o quão completamente iludidas algumas de nossas elites se tornaram", diz Konstantin Kisin
A captura de Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump e o secretário de Estado americano, Marco Rubio (foto), levantaram questionamentos sobre o status atual das regras estabelecidas pelo direito internacional.
Para o analista político e humorista Konstantin Kisin, que comanda o podcast Triggernometry, essas regras não passaram de uma “ficção agradável”, que vai chegando ao fim.
“Toda essa lamúria sobre ‘direito internacional’ mostra o quão completamente iludidas algumas de nossas elites se tornaram. O direito internacional foi uma ficção agradável que durou algumas décadas. Nunca foi real e agora o mundo voltou ao seu estado padrão: a política das grandes potências”, resumiu o analista russo-britânico em texto publicado em seu perfil no X.
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“Por isso, como um forte defensor da Ucrânia, nunca falei sobre direito internacional nem chamei o ataque de Putin de ‘invasão ilegal’. As leis baseiam-se na submissão a uma autoridade suprema, respaldada pela força. Não existe tal autoridade internacional e, mesmo que se considere a ONU como tal, ela não tem a capacidade de usar a força contra aqueles que violam o ‘direito internacional’, exceto contra pequenos países com forças armadas fracas”, seguiu Kisin na análise.
“Não é uma lei”
“Quando os EUA atacaram o Iraque, a ONU não fez nada. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, a ONU não fez nada. Se a China invadir Taiwan amanhã, a ONU não fará nada. Se você não pode fazer cumprir uma lei, ela não é uma lei”, constatou o analista, completando:
“Eu não apoio a Ucrânia porque o malandro do Vlad quebrou as regras. Eu apoio a Ucrânia porque não é do NOSSO interesse, no Ocidente, que a Rússia fique invadindo países amigos nas fronteiras da Europa. É do…
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Comentários (1)
Marian
05.01.2026 09:45Sim. Acontece desde a antiguidade, porque somos os mesmos.