Crusoé: Ninguém quer Lula como mediador
Petista disse não ter conseguido adesão de China, França e Rússia para mediar fim da guerra no Irã
O presidente Lula afirmou ter sido ignorado por líderes mundiais ao propor uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar da guerra no Irã.
Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o petista disse ter levado a ideia ao ditador chinês, Xi Jinping, ao ditador russo, Vladimir Putin, e ao presidente da França, Emmanuel Macron.
Lula acabou sendo ignorado solenemente.
Foi o Paquistão quem conseguiu reunir representantes dos Estados Unidos e do Irã para um acordo de cessar-fogo de 10 dias.
Mas não é a primeira vez em que Lula tenta se colocar como solucionador de conflitos internacionais.
Tomando cerveja?
Na pré-campanha à Presidência de 2022, Lula sugeriu que a invasão russa à Ucrânia teria sido resolvida “em uma mesa tomando cerveja” no Brasil.
Mais do que isso, o petista se disponibilizou a solucionar a guerra.
“A quem interessa essa guerra? A razão dessa guerra, por tudo o que eu compreendo, que eu leio e que eu escuto, seria resolvida aqui no Brasil em uma mesa tomando cerveja. Teria resolvido aqui, senão na primeira cerveja, na segunda; se não desse na segunda, na terceira; se não desse na terceira, até acabarem as garrafas a gente ia fazer um acordo de paz.”
O que se viu foi o presidente brasileiro viajando a Moscou para se encontrar com o ditador Vladimir Putin.
Ao lado de ditadores, Lula chegou a adotar a fita de São Jorge na lapela de seu terno nas comemorações do Dia da Vitória.
Crusoé apurou que a relação entre os governos de Brasil e Ucrânia não é das melhores.
A última conversa entre Lula e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ocorreu em setembro, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Desde então, a Ucrânia é representada por um encarregado de Negócios em solo brasileiro.
Nicolás Maduro
Mais recentemente, o Brasil também buscou se posicionar como interlocutor em tensões entre Estados Unidos e Venezuela, com Lula defendendo a necessidade de diálogo para evitar escaladas militares na região.
“Falei pro presidente Maduro que se ele quisesse que o Brasil ajudasse alguma coisa ele tinha que dizer o que que ele gostaria que a gente fizesse. E disse ao Trump: ‘Se você achar que o Brasil pode contribuir, nós teremos todo interesse de conversar com a Venezuela e conversar com vocês conversar com outros países para que a gente evite um confronto armado aqui na América Latina e na nossa querida América do Sul”, disse.
Ao que tudo…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (5)
Maglu Oliveira
19.04.2026 12:07Bufões não são respeitados em países sérios
Maglu Oliveira
19.04.2026 12:02Bufões não fazem carreira na Europa
Maglu Oliveira
19.04.2026 11:59A Europa e China admiram Lula por sua trajetória de operário a PR, mas não por sua capacidade de dialogar tecnicamente, politicamente e de seus conhecimentos gerais. Ele não consegue entender a palavra seriedade pra um chinês e um europeu.Se ele é criticado por muitos brasileiros por seu jeito "simplista" de falar e agir, imagine o que pensa dele o chanceler da Alemanha? Com poucas excessões a Europa não tem populistas como no Brasil e nas Américas, o último acabou de perder a eleição. Por isso Bolsonaro era criticado e ignorado na Europa pois um populista de extrema direita lembra outro da história recente que quase acabou com o continente. Lula é aceito mais como o bobo da corte, simpático, falastrão, bom de prosa, conversa de pescador, mas ninguém ouve, ninguém respeita, ninguém leva a sério quando o assunto é guerra. Na Alemanha há especialistas que orientam homens de negócios e políticos de como agir em cada país para não dar gafes históricas. Por exemplo, no Japão, numa reunião de negócios, o primeiro que falar em negócios já está fora. Isso é o costume do país, é assim que lá funciona. Os alemães, que são justo o contrário, já falam sobre negócios quando ainda estão no aeroporto chegando para o encontro, tiveram que aprender isso a duras penas. Especialistas assim os PR latino-americanos deveriam contratar para não darem gafes em cima de gafes ou sempre serão considerados bufões - vide Maduro - para o resto dos tempos.
Marian
17.04.2026 20:56Isso não tem sentido, cervejinha, fita? É esmigalhar a origem histórica dessas guerras. Aff
Claudemir Silvestre
17.04.2026 20:42O pobre coitado não resolve nem os problemas do país dele, quanto mais se intrometer nos assuntos dos outros países !! Se enxerga !!!