Crusoé: Líder da oposição cubana se exila nos EUA
Marco Rubio celebrou a chegada de José Daniel Ferrer: "Bem-vindo à liberdade"
O líder da oposição cubana, José Daniel Ferrer (foto), chegou com sua família aos Estados Unidos nesta segunda-feira, 13.
A informação foi divulgada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio – que é filho de cubanos -, em sua conta no X.
“Bem-vindos à liberdade, José Daniel Ferrer. Após anos de repressão, tortura e abusos do regime cubano, Ferrer e sua família estão nos Estados Unidos.
Os anseios do povo cubano por liberdades básicas e democracia são uma inspiração para muitos. Reafirmamos nosso compromisso com uma Cuba livre, justa e democrática.”
O governo Trump exigiu ainda a libertação de mais de 700 presos políticos cubanos.
“(…) urge à comunidade internacional que se juntem aos EUA pela responsabilização do regime cubano pelos abusos e influência maligna em nossa região”.
Prisão
A chegada de Ferrer ocorre após sua irmã, Ana Belkis Ferrer, anunciar na semana passada que ele havia decidido aceitar o exílio para proteger sua família.
O opositor liderava a organização União Patriótica de Cuba (UNPACU) e estava preso.
Em janeiro, Ferrer chegou a ser libertado em janeiro após um acordo entre Havana e Washington mediado pelo Vaticano.
No entanto, o regime cubano revogou sua soltura em abril e ele voltou à prisão
Tortura e maus-tratos
Antes de deixar o país, Ferrer escreveu uma carta da prisão em que relatava as torturas sofridas.
No texto, o opositor ressaltava que havia aceitado o exílio para proteger a família, mas destacou que não abrirá mão da dignidade.
Ele também critica a desunião e o sectarismo da oposição cubana, dizendo que perdeu a fé em parte dela, mas segue acreditando nos “bons combatentes” que permanecem.
O opositor conclui o texto afirmando que está “pronto para morrer, mas não para viver sem honra e sem dignidade”.
Íntegra da carta
“Durante anos, fui submetido a espancamentos brutais, torturas, humilhações e até ameaças de morte . E outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes por capangas e outros instrumentos da pior ditadura que o continente americano já conheceu . Minha família também foi submetida à mais implacável perseguição .
Tudo com a intenção de me forçar a deixar meu país. Ou renunciar à luta não violenta pela liberdade, democracia, direitos humanos e bem-estar da minha pátria. Durante os últimos quatro meses e nove dias, a perseguição da ditadura contra mim ultrapassou todos os limites . Os espancamentos, torturas, humilhações, ameaças e condições extremas.
O roubo de minha comida e produtos de higiene pessoal, ordenado pelos capangas do regime. As ameaças contra minha esposa e filhos em Cuba foram maiores do que em qualquer outro momento anterior na prisão
Tudo com a intenção de me forçar…
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Comentários (1)
Marcos Rezende
13.10.2025 19:52E por aqui Lula e Cia veneram a Ditadura Cubana, mas ninguém quer se mudar pra lá.