Crusoé: Irã faz cinco exigências em resposta ao plano de Trump
Contraproposta inclui cessar-fogo e reconhecimento da soberania iraniana no Estreito de Ormuz
O regime iraniano respondeu nesta quinta, 26, o plano de 15 pontos do governo Trump para o fim da guerra no Oriente Médio.
A troca de mensagens foi intermediada pelo Paquistão, que atua como mediador nas negociações indiretas.
A contraproposta fixa cinco exigências principais: fim das ações militares dos EUA, criação de um mecanismo contra novas operações conjuntas com Israel, compensação econômica, suspensão dos combates em todas as frentes — o que incluiria um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah no Líbano e possivelmente o Hamas em Gaza — e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, classificou as negociações como “delicadas”.
“Apresentamos um plano de ação de 15 pontos que constitui a estrutura para a paz. Este plano foi enviado por meio do governo paquistanês, que atuou como mediador , resultando em negociações firmes e positivas”, disse Witkoff em uma reunião de gabinete presidida pelo presidente Donald Trump.
No Truth Social, Trump instou o regime iraniano a negociar rapidamente.
“É melhor levarmos isso a sério rapidamente, antes que seja tarde demais, porque quando isso acontecer, NÃO HAVERÁ VOLTA e não será nada bonito! ”, afirmou.
Plano de Trump
De acordo com o The New York Times, o documento com 15 pontos para o fim da guerra foi encaminhado na terça, 24.
O texto foi enviado pelo chefe do Exército paquistanês, o marechal Syed Asim Munir.
Munir é visto como peça-chave na interlocução e manteria canais com a Guarda Revolucionária iraniana.
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