Crusoé: Exemplo chileno
Suprema Corte do Chile perdeu três de seus juízes em processos de impeachment nos últimos 14 meses, e uma delas foi presa no domingo, 25
O Supremo Tribunal Federal (STF) vive a maior crise moral de sua história, com dois ministros suspeitos de atuar por um banco que passa por liquidação extrajudicial após ter sido flagrado em “graves violações às normas” do mercado bancário brasileiro.
Mas ninguém consegue enxergar a possibilidade de que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que atua como relator do caso no STF, venham sequer a ser investigados formalmente sobre o assunto.
O estridente escândalo do Banco Master contrasta com o que vem ocorrendo no Chile.
Desde outubro de 2024, três juízes da Suprema Corte foram destituídos por processos de impeachment conduzidos pelo Senado chileno.
É a primeira vez que isso ocorre desde a redemocratização do Chile, em 1994.
Uma das juízas impedidas, Ángela Vivanco (à esquerda na foto) foi presa no domingo, 25, acusada de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
É a primeira vez que a Justiça chilena prende uma ex-integrante da mais alta Corte do país.
De porta-voz ao banco dos réus
Na noite de domingo, Ángela foi detida pelos carabineros, a polícia chilena, dentro de sua residência no bairro luxuoso de Las Condes, em Santiago.
A prisão ocorreu por volta das 23h, após a Vara Criminal confirmar a decisão do Tribunal de Apelações da capital, que acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
A ex-magistrada foi conduzida algemada, com as mãos escondidas sob um casaco.
Para os chilenos, uma cena inédita protagonizada por quem, até pouco tempo atrás, ocupava o posto de porta-voz da Suprema Corte chilena.
Agora, a perspectiva é de que ela vá se sentar no banco dos réus.
As autoridades afirmam que Ángela se envolveu em um esquema batizado de “caso da Boneca Bielorrusa”, que também derrubou seu antigo colega…
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