Crusoé: Contagem preliminar de votos coincide com a oficial, diz órgão eleitoral colombiano
Abelardo de la Espriella foi eleito com 12.959.542 votos, segundo a contagem preliminar
O Registro Nacional de Estado Civil da Colômbia afirmou nesta terça-feira, 23, que a contagem preliminar dos votos do segundo turno da eleição presidencial coincide em 99,997% com a contagem oficial.
Segundo a contagem preliminar, o candidato da direita Abelardo de la Espriella foi eleito com 12.959.542 votos.
Apoiado pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, Iván Cepeda obteve 12.708.712 votos, conforme a contagem.
“O Registro Civil Nacional informa que, após a conclusão da primeira contagem realizada por juízes em todo o país, confirmou-se que a contagem preliminar dos votos atingiu um alto nível de precisão, garantindo a eficiência e a transparência desse instrumento dentro do sistema eleitoral colombiano.
Cerca de 9.000 pessoas, incluindo juízes e tabeliães atuantes em 2.992 comissões de apuração de votos em todo o país, realizaram essa tarefa, que foi concluída nas últimas horas. O Registro também destaca que esse resultado demonstra discrepâncias mínimas e que o processo de consolidação e divulgação dos resultados foi bem-sucedido e inédito na história da Colômbia.
Assim, concluímos um processo no qual mais de um milhão de colombianos participaram, contribuindo com seus esforços para garantir a integridade e a transparência da eleição, juntamente com as Forças Públicas e outros órgãos de fiscalização e missões de observação”, disse o órgão eleitoral em nota.
Petro contesta o resultado
Gustavo Petro tem dito que cabe ao escrutínio, ou seja, um processo minucioso de contagem dos votos, determinar quem é o presidente eleito.
Ele questiona há anos a forma como o Registro Nacional de Estado Civil, uma instituição independente do Poder Executivo, realiza a logística eleitoral.
O órgão contrata uma empresa privada para elaborar as cédulas e distribuir o material eleitoral, além de realizar a contagem rápida dos votos, que ocorre após o fechamento das urnas.
No X, Petro também mencionou modificações em formulários E14, remoção de algoritmos de segurança e possibilidade de um mesmo colombiano votar várias vezes no exterior.
“Estamos nos aproximando da realidade peruana: sem os votos comprados e coagidos, Cepeda vence em território colombiano, mas perderia com os votos colombianos nos EUA. Isso simplesmente mostra que os colombianos que ainda estão em paz nos EUA, apesar da ameaça americana de revogar sua residência, votaram na extrema direita. Mesmo votando em democratas nos EUA há algum tempo, eles preferem as opções mais direitistas e violentas na Colômbia”, disse Petro.
“É uma situação política instável porque a base do poder está localizada…
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