Crusoé: As promessas do HTS aos sírios
Nos primeiros dias sem Assad, o novo governo de transição tenta criar condições ao povo sírio em meio à crise econômica
O novo governo de transição da Síria, liderado pelo engenheiro Mohammed Bashir (foto), tem prometido melhores condições à população.
Em entrevistas, Bashir convocou os refugiados a retornaram ao país sob as promessas de triplicar salários públicos, melhorar serviços básicos e restaurar a segurança.
Líderes do Tahrir al-Sham (HTS) revelaram ainda ideia de eliminar os “cartões inteligentes”, um sistema que impõe restrições à compra de bens e gasolina, por exemplo.
O HTS mobilizou a burocracia na capital Damasco, como departamento de registros e solicitações, tentando criar um cenário de legitimidade ao governo.
Alguns funcionários deixaram a província de Idlib, controlada pelo grupo, rumo à capital para acelerar o processo.
A transição do novo governo sírio termina em 1º de março de 2025.
Entrega de pães
Os primeiros dias sem o regime de Bashar Assad, porém, escancararam o grave problema de falta de alimentos.
Para tentar resolver, jovens terroristas do HTS entregaram pães em nome do governo de transição na Praça Umayyad, em Damasco, nesta quinta, 12.
À pedido de Bashir, os rebeldes também pararam o trânsito em ruas da cidade para entregar sacos de alimentos aos motoristas.
A falta de comida é uma das principais queixas dos sírios ainda no período de Assad.
Nova bandeira
Nos primeiros dias, o governo de transição mudou a bandeira da Síria, antes com as cores branco, preto e vermelha para a bandeira já utilizada pelo Governo de Salvação em Idlib.
Como simbolismo, as repartições públicas adotaram o modelo com as cores verde, branco e preto e três estrelas.
As lojas de Damasco também foram pintadas com os tons da nova bandeira.
HTS quer enviar ao mundo uma mensagem de soberania e de início de nova era política no país.
Opressão em Idlib
A gestão da província de Idlib, desde 2016, não foi tão democrática assim.
Mesmo sob a imposição da sharia, a lei islâmica, a organização terrorista permitiu que as mulheres continuassem estudando e seguissem com suas profissões.
Mas uma série de medidas contra sírios críticos colocou em xeque a diplomacia do grupo.
Em 2023, o grupo agrediu e prendeu opositores que se manifestaram exigindo maior participação política e soluções econômicas para a região.
Pouco tempo depois, o HTS invadiu…
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