Coronel russo é morto por bomba em carro perto de Moscou
Explosão elimina chefe do diretório de artilharia do Ministério da Defesa, em mais um de uma série de atentados contra militares russos
Um coronel do Ministério da Defesa da Rússia morreu na manhã desta quarta-feira, 10, após uma explosão provocada por artefato instalado sob o seu veículo, nas imediações da capital Moscou. A vítima foi identificada como Damir Davydov, responsável pelo diretório de artilharia e mísseis da pasta.
O Kremlin confirmou a ocorrência, mas se recusou a divulgar detalhes, alegando investigação em curso. A Ucrânia não comentou o episódio.
Padrão de ataques
O caso de Davydov repete um padrão que se consolidou ao longo dos mais de quatro anos de guerra entre Rússia e Ucrânia.
Segundo a imprensa independente russa, explosivos foram deliberadamente colocados sob o carro do coronel, que trafegava próximo à sua residência — circunstância idêntica à de outros atentados registrados nos últimos dois anos.
Em dezembro de 2025, o tenente-general Fanil Sarvarov morreu em condições análogas, enquanto delegações dos dois países realizavam conversações de paz nos Estados Unidos. À época, o episódio foi apontado como o terceiro ataque do tipo em pouco mais de um ano.
Dois dias depois, outros dois policiais com histórico de participação na invasão da Ucrânia também foram mortos em nova explosão.
Histórico de eliminações
Em 2024, o tenente-general Igor Kirillov, à frente das tropas de defesa nuclear, biológica e química, foi morto por bomba oculta em uma scooter elétrica em frente ao seu prédio. O assistente do general também não sobreviveu. O serviço de inteligência ucraniano assumiu publicamente a responsabilidade pelo ataque.
Em abril de 2025, o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do departamento operacional do Estado-Maior russo, foi eliminado por explosivo fixado em seu carro, estacionado na mesma região onde Davydov morreu nesta quarta.
Dias após a morte de Moskalik, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, declarou ter recebido relatório do chefe da inteligência estrangeira sobre a “eliminação” de altos oficiais militares russos e afirmou que “a justiça inevitavelmente chega”.
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