Coreia do Norte condena captura de Maduro
Pyongyang classifica operação dos EUA como “grave violação da soberania” da Venezuela
A ditadura da Coreia do Norte também se posicionou contrária à operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Pyongyang classificou a ação como uma “grave violação da soberania”. A posição foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores norte-coreano em comunicado transmitido pela agência estatal KCNA.
Segundo um porta-voz da chancelaria, a Coreia do Norte “denuncia veementemente o ato de busca por hegemonia dos EUA cometido na Venezuela”.
Na mesma declaração, o governo norte-coreano afirmou que “o incidente é mais um exemplo que confirma claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos Estados Unidos”.
Aliada do regime de Caracas, Pyongyang também descreveu a remoção de Maduro como uma “violação arbitrária da Carta da ONU e do direito internacional, que têm como princípios centrais o respeito à soberania, a não intervenção e a integridade territorial”.
Tensão regional
As declarações da Coreia do Norte ocorreram no mesmo dia em que o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou ter detectado vários lançamentos de mísseis balísticos a partir da região da capital norte-coreana, por volta das 7h50 deste domingo, 4.
Nas semanas anteriores, Kim Jong Un intensificou aparições públicas ligadas ao setor militar, com visitas a fábricas de armas, a um submarino de propulsão nuclear e a testes de mísseis.
As ações antecedem o Nono Congresso do Partido dos Trabalhadores, previsto para este ano, quando serão definidos objetivos centrais do regime.
China cobra libertação de Maduro
A China também reagiu contra a operação americana.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores chinês pediu que os Estados Unidos libertem “imediatamente” Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores).
“A China apela aos EUA para garantir a segurança pessoal do presidente Maduro e de sua esposa, libertá-los imediatamente, cessar a subversão do governo venezuelano e resolver as divergências por meio do diálogo e da negociação”, afirmou a chancelaria.
Pequim já havia declarado estar “profundamente chocada” com a ação militar e disse que “a China se opõe firmemente ao comportamento hegemônico dos EUA, que viola gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na América Latina e no Caribe. Instamos os EUA a respeitar o direito internacional e os princípios da Carta da ONU e a parar de violar a soberania e a segurança de outros países”.
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