Conselho Nacional do Equador rejeita alegação de fraude de Correa
Órgão equatoriano concluiu totalização dos votos que garantiram reeleição do presidente Daniel Noboa
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador encerrou nesta quinta, 24, a Audiência Pública Nacional para o segundo turno presidencial, no qual o presidente Daniel Noboa conquistou a reeleição derrotando a opositora Luisa González.
As autoridades eleitorais equatorianas rejeitaram as alegações do ex-presidente Rafael Correa sobre fraude.
No entanto, a oposição ainda terá um prazo de três dias para apresentar impugnações ou recursos ao Tribunal Contencioso Eleitoral.
“Não existem pendências a resolver, conforme consta nas actas lavradas pelas 24 Juntas Provinciais Eleitorais e pela Direcção Especial dos Negócios Estrangeiros”, diz trecho do CNE.
Na contagem final, Daniel Noboa obteve 55,63% dos votos contra 44,37% de Luisa González.
Denúncia de Luisa
Na semana passada, o CNE já havia rejeitado a denúncia de Luisa González obre uma suposta fraude no resultado do segundo turno das eleições que garantiu a reeleição do presidente Daniel Noboa.
Segundo o CNE, a ‘afilhada política’ do ex-presidente socialista Rafael Correa não formalizou uma denúncia.
“Como podemos falar em fraude quando as duas organizações [de González e Noboa] tiveram a grande oportunidade de que o processo fosse vigiado por eles?
Até o fim do dia de hoje não há uma única petição em nível nacional para que uma ata seja revisada”, disse a titular do órgão, Diana Ataimant.
E prosseguiu:
“Nós não podemos dar ouvidos àquilo porque estamos demonstrando com documentos”, afirmou.
Observadores internacionais
O chefe da missão de observadores eleitorais da União Europeia (UE), Gabriel Mato, rejeitou a hipótese de fraude.
Segundo o observador, foram identificados “desequilíbrios”, porém, sem potencial para interferir no resultado.
“Esse desequilíbrio poderia justificar colocar em dúvida o resultado eleitoral? Do meu ponto de vista, de nenhuma maneira”, continuou.
Cerca de cem representantes de 25 países estão há meses no país sul-americano para atestar a idoneidade da eleição.
Uma missão da OEA (Organização dos Estados Americanos) também publicou um informe parcial, no qual afirma não ter identificado sinais de fraude.
No entanto, o grupo criticou a decisão do governo de decretar estado de emergência em sete das 24 províncias do país, além da capital Quito e o sistema penitenciário nacional, por um período de 60 dias.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)