Conselho de Segurança da ONU retoma sanções econômicas contra o Irã
Segundo países europeus, Teerã não cumpriu seus compromissos assumidos no tratado
O Conselho de Segurança da ONU decidiu nesta sexta, 19, restabelecer as sanções econômicas de grande alcance contra o Irã.
A medida foi impulsionada pela França, Reino Unido e Alemanha , signatários do Plano de Ação Global Conjunto (JCPOA), o acordo firmado em 2015 com o objetivo de impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares.
Segundo os países europeus, Teerã não cumpriu seus compromissos assumidos no tratado.
Na votação realizada em Nova York, a proposta de extensão da suspensão das sanções não obteve os votos necessários.
Argumentos
O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, expressou indignação após a sessão.
Segundo a Associated Press, ele denunciou a decisão como “ilegal” e afirmou que o Irã não reconhece qualquer obrigação de implementar essa reimposição de sanções.
Ele descreveu como “precipitada” e “desnecessária”, em linha com a posição de longa data de Teerã de considerar essas medidas uma “política de coerção”.
Já o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, afirmou que “um Irã com armas nucleares significaria que o regime mais perigoso possuiria a arma mais perigosa , o que minaria radicalmente a estabilidade e a segurança globais”.
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