Comissão Europeia anuncia 19º pacote de sanções contra a Rússia
Após uma conversa com Donald Trump, von der Leyen havia prometido novas "medidas adicionais" visando o setor energético russo
A Comissão Europeia propôs a implementação de um novo conjunto de sanções, com foco específico nos hidrocarbonetos russos, como parte de um esforço contínuo para restringir a economia da Rússia.
Dois meses após a adoção do 18º “pacote” de sanções, a União Europeia (UE) mantém sua pressão sobre Moscou.
Na última sexta-feira, 19 de setembro, a Comissão Europeia sugeriu aos Estados-membros que aprovem o 19º “pacote” de sanções, conforme anunciou sua porta-voz, Paula Pinho.
“Podemos confirmar que a Comissão adotou um novo pacote de sanções contra a Rússia, o 19º pacote”, declarou Pinho em coletiva à imprensa, acrescentando que a presidente Ursula von der Leyen faria uma declaração em breve sobre o assunto.
Após uma conversa com Donald Trump, von der Leyen havia prometido novas “medidas adicionais” visando o setor energético russo.
Donald Trump manifestou disposição para apoiar novas sanções contra a Rússia, condicionando essa ação ao compromisso dos países europeus de interromperem as compras de hidrocarbonetos russos.
Essas vendas são consideradas uma das principais fontes de financiamento da campanha militar russa na Ucrânia.
Em resposta, Ursula von der Leyen expressou sua intenção de “acelerar” o processo de desligamento europeu dos hidrocarbonetos russos, buscando um “esforço conjunto” com os Estados Unidos.
A UE está determinada a manter os Estados Unidos ao seu lado no apoio à Ucrânia durante este conflito.
Diplomatas alertam que a falta de ação rápida em relação às sanções poderia oferecer a Trump uma justificativa para não agir contra a Rússia.
Dependência energética
Desde dezembro de 2022, a União Europeia já decidiu suspender completamente as importações de petróleo russo. Contudo, dois países europeus, Hungria e Eslováquia, conseguiram isenções devido à sua alta dependência do petróleo russo.
A UE também reduziu significativamente sua dependência do gás russo desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, embora não tenha eliminado totalmente essa dependência.
Em 2024, a Rússia ainda respondia por 19% do suprimento de gás da UE, sendo quase metade dessa quantidade proveniente de gás natural liquefeito (GNL), gerando receitas significativas para Moscou.
Em junho deste ano, a Comissão propôs o fim total dessa dependência até o final de 2027. Entre as medidas discutidas está a aceleração do cronograma para aumentar o uso do GNL, conforme indicaram diplomatas em Bruxelas.
Além disso, Ursula von der Leyen garantiu esta semana que irá propor sanções adicionais contra entidades (empresas e instituições financeiras) de países terceiros, como China e Índia, que estejam auxiliando a Rússia na evasão das sanções ocidentais ou na comercialização de seu petróleo.
Trump também sugeriu aos europeus considerar aumentos significativos nas tarifas comerciais direcionadas à China como forma de pressionar Pequim a reduzir seu apoio a Moscou.
Leia também: Em carta à Otan, Trump cobra sanções ao petróleo russo
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Comentários (1)
Rosa
19.09.2025 11:55Ajuda muito isso, só que não!