Cometa 3I/ATLAS emite sinais de rádio jamais vistos
Cometa 3I/ATLAS emite primeiros sinais de rádio, revelando gelo interestelar e intrigando cientistas com sua evolução única
O cometa 3I/ATLAS vem chamando a atenção dos astrônomos devido à sua origem interestelar e à inédita detecção de sinais de rádio, revelando pistas sobre sua composição e trajetória anômala, evidenciada por sua órbita hiperbólica identificada após sua descoberta em julho de 2025 pelo telescópio ATLAS, no Chile.
Por que os sinais de rádio do cometa 3I/ATLAS são importantes
A detecção dos sinais de rádio do 3I/ATLAS é inédita para um corpo interestelar, revelando informações valiosas sobre sua composição. O radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, captou frequências próximas a 1,665 GHz e 1,667 GHz, que demonstram a presença de radicais de hidroxila produzidos pela sublimação do gelo do cometa.
Essas observações destacam o avanço da radioastronomia na análise de cometas vindos de fora do Sistema Solar, permitindo o estudo de características químicas e físicas de objetos distantes sem necessidade de missões espaciais diretas.
🚨 3I/ATLAS Critical Update 🚨
— Astronomy Vibes (@AstronomyVibes) November 11, 2025
It’s happening again. 3I/ATLAS has changed its shape —Its new form looks nothing like any comet we’ve ever seen before.
A rounded, glowing green light has now appeared, with no visible tail at all. The image, captured on November 10 by Ray’s… pic.twitter.com/Z9lbmzF5UM
Como a radioastronomia permite determinar a composição de corpos interestelares?
Utilizando ondas de rádio, os cientistas conseguem identificar elementos e moléculas presentes no cometa, funcionando como uma verdadeira impressão digital cósmica. Essa abordagem é fundamental para investigar com precisão fenômenos inacessíveis aos telescópios ópticos convencionais.
Dentre os principais benefícios dessa técnica, destacam-se:
- Captação de sinais emitidos por compostos voláteis e partículas no espaço;
- Identificação de moléculas, como radicais de hidroxila, presentes no cometa;
- Possibilidade de comparar composições entre objetos do Sistema Solar e vindos de fora dele;
- Avanço na análise remota de corpos celestes, trazendo novos dados sem enviar sondas.
O que se sabe sobre a origem do cometa interestelar 3I/ATLAS
Ao analisar as ondas de rádio e o comportamento do cometa próximo ao Sol, pesquisadores da IAWN concluíram que o 3I/ATLAS se formou em uma região extremamente fria da galáxia, possivelmente oriundo de outro sistema estelar. Sua longa viagem e as mudanças na cor observadas reforçam essa hipótese.
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