Colapso do maior iceberg do mundo gera alerta
O iceberg A-23A, atualmente o maior do mundo, está em fase crítica no Atlântico Sul, apresentando sinais avançados de derretimento
O iceberg A-23A, atualmente o maior do mundo, está em fase crítica no Atlântico Sul, apresentando sinais avançados de derretimento e fragmentação acelerados pela exposição a águas mais quentes e à ação de ondas e correntes.
O que é o iceberg A-23A e qual sua origem
O iceberg A-23A é um megaiceberg formado na Antártida e monitorado desde a década de 1980, quando se desprendeu de uma plataforma de gelo.
No início, tinha cerca de 4 mil km², área comparável à de pequenos estados.
Com o passar das décadas, processos de derretimento superficial, erosão nas bordas e fraturamento interno reduziram sua área para pouco mais de 1.100 km².
Apesar disso, ele segue entre os maiores icebergs em circulação no planeta.
🧊🌍 ICEBERG A-23A is on the brink of total disintegration, and it's turning BLUE as it melts away in the Atlantic!
— STAY JIT (@stayjustintime) January 9, 2026
After 40 years of floating around, this colossal ice chunk is now leaking meltwater like a broken faucet. It was once larger than Rhode Island, and now it's just a… pic.twitter.com/eH7pBGBDff
Por que o iceberg A-23A está perto do colapso
Imagens de satélite e da Estação Espacial Internacional mostram poças de água azul na superfície do A-23A, indicando derretimento avançado.
A água se acumula em depressões e infiltra em fissuras, atuando como cunha que amplia rachaduras e enfraquece a estrutura.
O iceberg também apresenta bordas curvadas e mais finas, formando um “anel” branco em torno do bloco.
Em águas abertas, sem apoio do fundo marinho e com temperaturas em torno de 3 °C ou mais, aumenta o risco de colapsos repentinos em dias ou semanas.
Como o iceberg A-23A ajuda a entender megaicebergs
O A-23A funciona como um “laboratório natural” para a dinâmica de grandes blocos de gelo.
Durante décadas encalhado no Mar de Weddell, permitiu observar deformações internas, fissuras e mudanças no relevo superficial em longo prazo.
Após voltar a se mover, sua passagem por um vórtice oceânico (coluna de Taylor) e a quase colisão com a Geórgia do Sul revelaram efeitos de correntes, fundos rasos e possíveis impactos ecológicos e na navegação.
- Registro de mudanças na área e espessura do gelo ao longo de décadas;
- Observação de derretimento superficial e basal;
- Análise da interação com vórtices e correntes oceânicas;
- Avaliação de riscos a ecossistemas e rotas marítimas.
Qual é o papel do monitoramento por satélite
O acompanhamento do iceberg A-23A por satélites permite visualizar fissuras, poças de água derretida, alterações de forma e deslocamento diário em tempo quase real.
Esses dados alimentam modelos numéricos que simulam seu comportamento e rota provável.
Esse monitoramento também oferece pistas sobre a estabilidade das plataformas de gelo antárticas, ajudando a identificar mudanças na frequência, tamanho e velocidade de derretimento de megaicebergs em um cenário de aquecimento global.
I just read an interesting NASA report: an enormous iceberg known as A-23A, which broke off from Antarctica around 1986 — back when Ronald Reagan was U.S. President — was once nearly twice the size of Rhode Island. Over the past 40 years it drifted north into the South Atlantic,… pic.twitter.com/yDmu2rrMES
— Jasmine (@Jasmine_usao) January 10, 2026
O que acontece com o A-23A após sua fragmentação
Com o A-23A se aproximando do fim como bloco único, o foco passa a ser o comportamento dos fragmentos gerados após o colapso.
Esses pedaços menores continuarão a derreter rapidamente em águas mais quentes e agitadas.
O percurso longo e bem documentado do iceberg fornece uma referência detalhada para estudos futuros sobre megaicebergs, rotas de gelo à deriva e interação entre massas de gelo antártico e o oceano global.
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