Chile põe fim a programa contra violência no futebol
Ministro da Segurança anunciou término do 'Estádio Seguro', após duas mortes em jogo do Colo-Colo
O governo chileno encerrou nesta segunda-feira, 14, o programa “Estádio Seguro”, criado em 2011 para combater a violência no futebol, após a morte de dois torcedores antes da partida entre Colo-Colo e Fortaleza.
Segundo o ministro da Segurança, Luis Cordero, a iniciativa “fracassou” e será substituído por um “mecanismo de regulamentação e autorização para eventos de massa”.
“O governo decidiu encerrar o plano Estádio Seguro como estrutura destinada a garantir a organização e o controle de partidas de futebol profissional. O Safe Stadium como sistema operacional, como plano em seu design e estrutura, falhou”, disse.
Antes do jogo, um veículo da Polícia teria atropelado uma menina de 18 anos e um menino de 13 anos. Segundo as autoridades, os policiais foram enviados para conter uma tentativa de invasão de torcedores ao Estádio Monumental.
“Naquele momento, havia um grande número de policiais presentes. De acordo com informações preliminares, esses indivíduos, juntamente com pelo menos outras 100 pessoas, tentaram derrubar as cercas para tentar entrar no Estádio Monumental. É nesse contexto pouco claro que o incidente está sendo verificado. Estamos trabalhando com todos os recursos técnicos disponíveis, incluindo as câmeras no local, para determinar como os eventos ocorreram. Estamos trabalhando com diversas operações policiais para determinar quem é o responsável e levar a pessoa apropriada à justiça neste caso”, disse Francisco Mores, promotor responsável pelo caso.
O chefe do programa e toda a diretoria do programa Estádio Seguro pediram demissão após as invasões.
Cordero anunciou que o caso será levado à esfera criminal.
Segundo o ministro, os torcedores que entraram em confronto com a polícia serão tratados como “organizações criminosas”.
Futebol x Política
A tragédia reacendeu o conflito entre as autoridades políticas e esportivas no Chile.
Em 2020, outro torcedor do Colo-Colo foi morto ao ser atropelado por um caminhão da polícia, após uma partida contra o Palestino.
Cordero acusou a diretoria do time chileno de “oportunismo“, ao criticar as decisões do governo sobre o incidente desta quinta, 10.
Já o presidente da Associação Nacional de Futebol do Chile, Pablo Milad, reclamou do adiamento do debate sobre leis pendentes no Congresso.
Em 19 de abril, o Colo-Colo completará 100 anos.
No próximo domingo, 13, a equipe chilena terá que jogar o superclássico contra a Universidade do Chile com restrições de segurança.
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