Chaminé é instalada no Vaticano; Conclave começa dia 7/5
Escolha do Papa se aproxima; veja quem são os considerados favoritos
O Vaticano intensifica os preparativos para o conclave que elegerá o próximo líder da Igreja Católica após o falecimento do Papa Francisco. Um dos momentos mais simbólicos de que o processo se aproxima ocorreu na sexta-feira, 2 de maio de 2025, com a instalação da icônica chaminé na Capela Sistina.
Bombeiros da Santa Sé colocaram o estreito cilindro marrom no telhado do edifício, evento que passou despercebido para os turistas naquele momento. No entanto, a partir de quarta-feira, 7 de maio, milhões de olhares estarão voltados para essa chaminé, que anunciará a eleição do novo pontífice.
De lá sairá a “famosa” fumaça branca, quando um dos 133 cardeais for escolhido para liderar cerca de 1,4 bilhão de fieis. A Capela Sistina, palco da votação secreta, está fechada para visitantes desde segunda-feira, 28 de abril, para permitir os preparativos necessários.
O conclave começará com uma missa solene na Basílica de São Pedro e será seguido por um processo secreto que pode se estender por vários dias.
Quanto tempo demora para escolher um Papa?
A duração do conclave é um mistério. Enquanto os dois últimos conclaves, que elegeram Bento XVI (2005) e Francisco (2013), duraram apenas dois dias, há expectativa de que esta assembleia seja mais longa.
Segundo um cardeal, o fato de muitos cardeais nomeados por Francisco nunca terem se encontrado antes pode contribuir para um processo mais demorado. Historicamente, o conclave mais extenso durou quase três anos, resultando na escolha de Gregório X em 1268.
Especulações em torno dos “papáveis”
A votação secreta para a chefia da Igreja Católica alimenta intensas discussões sobre os nomes considerados fortes candidatos, os chamados “papabile”. O processo de escolha do sucessor de Francisco tem gerado grande movimentação, inclusive no mercado de apostas ao redor do mundo.
O cardeal italiano Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, aparece como um dos principais cotados. Outro nome de destaque é o cardeal filipino Luis Antonio Tagle, apontado como o segundo favorito, conhecido como “o Francisco asiático” por sua relação com os pobres.
Outros cardeais também figuram nas listas de “papáveis”, muitos alinhados à continuidade do pontificado de Francisco e à consolidação das reformas iniciadas. Entre eles estão o francês Jean-Marc Aveline, o maltês Mario Grech, o português José Tolentino de Mendonça, o americano Robert Francis Prevost e o britânico Arthur Roche.
Especulações à parte, um conhecido ditado costuma ser relembrado nos corredores do Vaticano em tempos de Conclave: “Quem entra Papa, sai cardeal”.
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