Caso Epstein: divulgação de novos arquivos vai demorar “algumas semanas”
Departamento de Justiça dos EUA disse ter mais de um milhão de documentos adicionais potencialmente relacionados ao bilionário
Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira, 24, ter mais de 1 milhão de arquivos envolvendo o caso Jeffrey Epstein (foto) ainda a serem divulgados, mas destacou que precisa de “algumas semanas” para liberar os documentos.
Amigo de políticos e famosos, Epstein foi condenado por abusar de menores e operar uma rede de exploração sexual.
Na terça-feira, 23, o governo americano liberou mais de 30 mil documentos relacionados ao caso.
O Departamento de Justiça (DOJ) escreveu a seguinte mensagem no X sobre os novos arquivos:
“O procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York (SDNY) e o FBI informaram ao Departamento de Justiça que descobriram mais de um milhão de documentos adicionais potencialmente relacionados ao caso Jeffrey Epstein.”
“O Departamento de Justiça recebeu esses documentos do SDNY e do FBI para analisá-los antes da divulgação, em conformidade com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, as leis vigentes e ordens judiciais”, prossegue o Departamento de Justiça.
“Temos advogados trabalhando dia e noite para revisar o material e fazer as supressões legalmente exigidas, a fim de proteger as vítimas, e divulgaremos os documentos o mais rápido possível. Devido ao grande volume de material, esse processo pode levar mais algumas semanas. O Departamento continuará a cumprir integralmente a lei federal e a determinação do presidente Trump de divulgar os arquivos”, acrescenta.
O prazo para a publicação de todos os arquivos envolvendo Epstein chegou ao fim na última sexta-feira, 19.
O Departamento de Justiça americano tem sido acusado de segurar informações e criticado por opositores do presidente Donald Trump pela alegada lentidão na divulgação dos documentos e censura de arquivos.
Abuso sexual de menores
Epstein ficou mundialmente famoso como protagonista de um escândalo de tráfico sexual de menores.
Ele foi condenado pela primeira vez em 2008, quando cumpriu 13 meses de prisão por abusar de uma menor.
O financista foi preso novamente em 2019, após novas denúncias e a descoberta de evidências de exploração sexual em suas propriedades, e acabou morrendo na cadeia, oficialmente por suicídio.
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