Casa Branca promete investigar ataque a escola no Irã
Porta-voz diz que EUA apuram causas do bombardeio em Minab, que deixou 175 mortos; governo Trump anuncia operação para repatriar americanos
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou na tarde desta quarta-feira, 4, que os Estados Unidos vão investigar o ataque que destruiu uma escola na cidade de Minab, sul do Irã, e resultou na morte de 175 pessoas. A declaração seguiu linha semelhante à do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que já havia indicado que as apurações estavam em andamento.
“Os EUA não têm como alvo civis, diferente do Irã”, afirmou Leavitt sobre a responsabilidade pelo ataque.
Tropas terrestres fora dos planos, por enquanto
No mesmo pronunciamento, Leavitt tratou do conflito no Oriente Médio e descartou, por enquanto, o envio de forças terrestres à região. A ressalva, porém, veio na sequência: “Isso não faz parte do plano desta operação no momento, mas certamente nunca retirarei opções militares em nome do presidente dos Estados Unidos ou do comandante-em-chefe”.
Questionada sobre as ameaças que motivaram os ataques americanos contra o Irã, a porta-voz disse que Trump não age de forma isolada e que a decisão foi embasada no “efeito cumulativo de várias ameaças diretas que o Irã representava para os EUA”. Nenhum dado concreto foi apresentado para detalhar essas ameaças.
A Casa Branca também informou que monitora a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo Ali Khamenei, assumir o comando do Irã. Segundo reportagem do jornal The New York Times, o filho estaria sendo preparado para a sucessão e deve ser anunciado em breve.
Repatriação de americanos e falha nos voos comerciais
O governo Trump anunciou que trabalha para trazer de volta, com segurança, cidadãos americanos que se encontram em regiões afetadas pelo conflito. A orientação anterior era que os civis buscassem voos comerciais para sair dos países, mas a medida se mostrou ineficaz diante dos cancelamentos causados pelos bombardeios.
Leavitt não detalhou como a operação de repatriação será conduzida. Ela justificou a ausência de informações alegando que o Irã já demonstrou disposição para atacar populações civis, e que divulgar detalhes poderia colocar americanos em risco.
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