“Caribe Soberano 200”: Maduro exibe arsenal em meio à crise com EUA
O arsenal exibido inclui caças Sukhoi-30, equipados com mísseis antinavio Kh-31 "Krypton", todos de fabricação russa
O regime ditatorial da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, anunciou uma série de exercícios militares denominados “Caribe Soberano 200”, com o objetivo de demonstrar sua capacidade de defesa em meio a crescentes tensões regionais.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, destacou que as manobras ocorrem na Ilha de La Orchila, uma instalação naval estratégica localizada a aproximadamente 180 km da costa venezuelana.
Imagens e vídeos dos exercícios foram amplamente divulgados pelas Forças Armadas do país, revelando parte do arsenal militar da Venezuela, que inclui caças Sukhoi-30, equipados com mísseis antinavio Kh-31 “Krypton”, todos de fabricação russa.
Essas demonstrações estão sendo interpretadas como uma clara mensagem ao governo dos Estados Unidos, que recentemente enviou navios de guerra e um submarino nuclear à região.
Padrino López enfatizou a importância do Mar do Caribe para a Venezuela, alertando que qualquer ameaça ao país representa um risco para toda a América Latina.
Além dos caças, os exercícios incluem operações de grupos de tarefas conjuntas que envolvem forças especiais, inteligência e guerra eletrônica.
As manobras foram intensificadas após a movimentação das forças navais dos EUA no Caribe sob o pretexto de combater cartéis de drogas.
Recrutamento em milícias
Em resposta às ações americanas, o governo venezuelano colocou suas Forças Armadas em estado de alerta e lançou uma campanha para recrutar civis em milícias voluntárias.
Nos últimos dias, mais de 300 quartéis no país realizaram treinamentos para o uso de armas de fogo e táticas militares.
Enquanto isso, as tensões continuam a aumentar com a divulgação de relatos sobre ataques a embarcações ligadas ao tráfico de drogas na região e incidentes envolvendo aeronaves militares venezuelanas em proximidade de navios da Marinha americana.
O cenário permanece incerto nas relações entre os dois países, mas o governo dos EUA nega planos concretos para derrubar Maduro, embora a pressão internacional sobre o regime continue a aumentar.
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