Caças britânicos interceptam aviões russos em operação da OTAN
Aeronaves da RAF, a Força Aérea Real britânica, foram acionadas duas vezes em menos de 48 horas
Caças da RAF, a Força Aérea Real britânica, foram acionados duas vezes em menos de 48 horas para interceptar aeronaves russas que voavam próximas ao espaço aéreo da OTAN, informou o Ministério da Defesa do Reino Unido.
Na última terça-feira, 15, dois jatos Typhoon partiram da Base Aérea de Malbork, na Polônia, para interceptar uma aeronave de inteligência russa Ilyushin Il-20M “Coot-A” que sobrevoava o Mar Báltico.
Dois dias depois, outra dupla de caças da RAF decolou da mesma base para interceptar uma aeronave desconhecida que deixava o espaço aéreo de Kaliningrado – enclave russo entre a Polônia e a Lituânia – em direção ao território da aliança militar ocidental.
As ações fazem parte da Operação Chessman, missão que marca o primeiro destacamento da RAF como contribuição britânica ao reforço da vigilância aérea da OTAN no flanco leste europeu. As aeronaves britânicas chegaram à Polônia recentemente e estão operando ao lado da Suécia, novo membro da aliança.
Pressão crescente
As interceptações ocorrem em um momento de aumento das tensões entre o Ocidente e a Rússia, e servem como resposta à postura agressiva por parte do regime do ditador Vladimir Putin.
O Reino Unido tem usado incidentes como esses para destacar a necessidade de manter e ampliar a presença da OTAN na região, inclusive pressionando os Estados Unidos a não reduzirem seu envolvimento militar na Europa.
“A crescente agressão russa e as ameaças à segurança exigem uma resposta firme. Estamos reforçando a defesa dos nossos aliados e protegendo nossa própria segurança”, afirmou o secretário de Estado britânico para as Forças Armadas, Luke Pollard.
O governo britânico anunciou, em fevereiro, o aumento dos gastos com defesa para 2,5% do PIB até 2027 – o maior investimento militar do país desde o fim da Guerra Fria.
Intervenções da RAF são frequentes
Incidentes semelhantes envolvendo caças britânicos e aeronaves russas têm sido cada vez mais comuns. Em 2023, a RAF interceptou 50 aviões russos a partir da base de Lossiemouth, na Escócia – 21 deles em apenas 21 dias. Em um desses episódios, jatos Typhoon e um caça norueguês F-35A foram mobilizados para conter uma incursão próxima ao espaço aéreo britânico.
Esses alertas de reação rápida ocorrem desde a Guerra Fria e envolvem o acompanhamento de aeronaves militares russas que se aproximam das áreas de interesse da OTAN, sem necessariamente violar o espaço aéreo soberano.
Nem todos os acionamentos da RAF envolvem ameaças militares. Em outubro de 2024, por exemplo, caças foram enviados para interceptar um avião civil após um alerta de bomba a bordo. O caso terminou sem incidentes.
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