Bukele felicita Lula e propõe ampliar cooperação com o Brasil
Presidente de El Salvador, cujo modelo de combate ao crime foi citado por candidatos da direita, enviou mensagem após o segundo turno
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, enviou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma mensagem de felicitações pela vitória no segundo turno da eleição de 2026, realizado no domingo (25). O texto, ao qual a CNN teve acesso, manifesta a intenção de manter e ampliar os laços entre os dois governos. Bukele é apontado por setores da direita brasileira como referência em segurança pública.
Mensagem a Lula
Na carta, Bukele afirma reiterar “a disposição da República de El Salvador de continuar fortalecendo as relações de amizade e cooperação entre nossos países, com base no respeito mútuo e no interesse comum de promover o bem-estar de nossos povos”.
O salvadorenho assina o documento “em nome do povo e do Governo da República de El Salvador, de minha esposa Gabriela e em meu próprio nome”.
Com a mensagem, Bukele passa a integrar o grupo de líderes estrangeiros que reconheceram o resultado das urnas brasileiras.
Modelo salvadorenho na campanha
As políticas de Bukele para combater o crime apareceram em mais de uma ocasião no debate eleitoral. Foram mencionadas por candidatos da direita, entre eles Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão).
Em agosto, Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, encontrou-se com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, em um hotel de São Paulo.
Em meados de outubro, antes do segundo turno, o candidato do PL citou o país centro-americano em um evento de campanha. Disse que já conversava sobre o tema com o senador eleito Guilherme Derrite: “Já tenho trocado umas ideias com o (senador eleito Guilherme) Derrite, porque eu estou achando que El Salvador é pouco”.
Flávio detalhou então as medidas que pretendia adotar em caso de vitória. “Vou fazer mais de meio milhão de vagas em presídios para prender estuprador. E abusador de mulher e criança vai sofrer castração química e vai ficar preso muito mais tempo”, afirmou.
O candidato também tratou de furtos e roubos de celulares. “Ladrão de celular, a gente vai mudar a lei no Congresso, vai ser no mínimo oito anos de cadeia. Vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar para dar valor a como é difícil comprar um celular”, declarou.
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