Bruno Soller na Crusoé: Erro tático em Portugal
Divisão de candidaturas impede presença da centro-direita no segundo turno nas eleições presidenciais
A montagem do tabuleiro eleitoral é por vezes mais importante que o processo em si.
Identificar previamente os possíveis movimentos e ter a capacidade de aglutinação de projetos semelhantes para que não concorram de maneira fraticida tem sido um dos ensinamentos mais valiosos das eleições democráticas que têm ocorrido pelo mundo.
A eleição chilena já havia apontado para um racha na direita, que permitiu a ida de José Antonio Kast para o segundo turno, enfrentando a única candidatura de esquerda posta.
A centro-direita saiu derrotada no país sul-americano e o candidato extremista, defensor de Augusto Pinochet conseguiu vencer uma esquerda reprovada no comando do governo.
A eleição presidencial portuguesa apontou para algo muito parecido.
Portugal
A ida de André Ventura, do Chega, para o segundo turno tem mais a ver com um erro tático de três candidaturas que dividiram a centro-direita do que com uma afirmação do projeto do ex-comentarista de futebol.
João Cotrim, Gouveia e Melo e Marques Mendes, respectivamente, terceiro, quarto e quinto colocados, somaram 39% dos votos, 8% a mais do que Seguro, candidato socialista, que terminou em primeiro lugar, na volta inicial.
Ao analisar a plataforma de governo dos três candidatos fica visível a convergência de posições sobre os principais temas.
Líder na Iniciativa Liberal, uma espécie de Partido Novo, em Portugal, João Cotrim de Figueiredo foi o mais votado entre os jovens e é tido como um expoente do liberalismo no país.
Com formação em economia e com sólida carreira empresarial, o candidato teve sua experiência no Executivo, justamente num governo de Passos Coelho, ex-líder do PSD, partido tradicional da centro-direita, que saiu amplamente vitorioso nas eleições autárquicas e que tem o primeiro-ministro Luís Montenegro.
Almirante da Marinha Portuguesa, Henrique Gouveia Melo desempenhou…
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