Bruno Soller na Crusoé: Agenda social derrota republicanos em Miami
“Chega de caos” foi o lema de ordem da campanha vitoriosa de Eileen Higgins, que encerrou um ciclo de três décadas de domínio republicano
A realidade sempre se impõe sobre o discurso. De nada adiantam narrativas muito bem formadas quando elas não se coadunam com o factual.
A derrota republicana em Miami escancara um problema que a administração do presidente Donald Trump tem observado em quase todas as campanhas locais que os Estados Unidos vivenciaram em 2025.
Seu discurso de ordem e reorganização do país, após um governo marcado pela fragilidade de Joe Biden, não tem mais ganhado terreno na sociedade americana, que está queixosa de resultados.
Crise social
A crise social está cada vez mais aguda.
A relação defasada entre os preços dos itens básicos e o aumento dos salários tem gerado um processo de perda de poder de compra que se acumula desde a pandemia da Covid.
As recentes taxações impostas pelo governo atual também impactaram sobremaneira em alguns itens básicos do dia a dia dos americanos, aumentando a insatisfação popular com o momento pelo qual o país atravessa.
Esse sentimento econômico negativo tem gerado um desconforto com os rumos políticos e influenciado na forma como o eleitor está se comportando.
Depois de Zohran Mamdani, em Nova Iorque, Mikie Sherrill, em Nova Jersey, Abigail Spanberger, na Virgínia e a aprovação do referendo californiano de redesenho dos distritos eleitorais, proposto e defendido pelo governador Gavin Newson, a vitória com 60% dos votos de Eileen Higgins (foto) para a prefeitura de Miami, colocou o partido republicano no divã.
O simbolismo de Miami
A cidade mais hispânica dos Estados Unidos tem uma simbologia…
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