Brics de Lula condena ataques ao Irã, e alivia para Rússia
Declaração final da cúpula do Brics realizada no Rio se presta a destacar ataques ucranianos à infraestrutura civil em território russo
A declaração final da cúpula do Brics realizada neste fim de semana, no Rio de Janeiro, sob a coordenação do governo Lula, condena as ataques ao território iraniano, sem mencionar diretamente os Estados Unidos, e, ao mesmo tempo, alivia para a Rússia, que trava guerra para conquistar mais territórios ucranianos desde 2022.
“Condenamos os ataques militares contra a República Islâmica do Irã desde 13 de junho de 2025, que constituem uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”, diz o documento, cujo conteúdo foi antecipado pela Folha de S.Paulo e deve ser divulgado oficialmente neste domingo, 6.
Segundo a Folha, os iranianos, que fazem parte do Brics, formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foram convencidos a divulgar uma versão mais leve da declaração, sem usar termos como “deploramos” ou mencionar Estados Unidos e Israel diretamente.
Guerra na Ucrânia
O jornal diz também que a guerra na Ucrânia foi praticamente ignorada na declaração final da cúpula, que se prestou a destacar ataques ucranianos à infraestrutura civil em território russo, como se as tropas de Vladimir Putin não estivessem atacando alvos civis na Ucrânia há anos.
“Condenamos nos termos mais fortes os ataques contra pontes e infraestrutura ferroviária deliberadamente mirando civis nas regiões russas de Briansk, Kursk e Voronej em 31 de maio, 1º e 5 de junho de 2025, resultando em múltiplas mortes de civis, incluindo crianças”, diz o documento.
Israel
Ainda segundo a Folha, a declaração do Brics menciona Israel ou “israelense” sete vezes, e fez uma sutil menção à solução de dois Estados para o conflito com os palestinos. Os iranianos não apoiam a solução dos dois Estados, porque consideram que isso significaria reconhecer o Estado de Israel.
“Na linguagem acordada no documento final, o bloco mantém a tradição de apoiar a ‘adesão plena do Estado da Palestina às Nações Unidas no contexto do compromisso inabalável com a solução de dois Estados'”, informou o jornal.
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Comentários (6)
F-35- Hellfire
06.07.2025 22:04Isso aí, essa declaração, é ter um líder canalha, sem vergonha e corrupto como é nosso presidente ex-presidiário.
Jorge Irineu Hosang
06.07.2025 21:53Muito provavelmente, foi por isso que a China não se fez representar!! Porque Pragmatismo e Alopração não se dão as mãos!!
Joaquim Arino Durán
06.07.2025 17:26BRInCadeiraS, não dá pra levar a sério.
ger
06.07.2025 16:39Desde quando os interesses da maior parte da população, em qualquer lugar do mundo, é defendida pelos governantes de plantão?
Marian
06.07.2025 15:24Definitivamente essa declaração final, não me representa.
MARCOS
06.07.2025 14:37EU CONDENO O BRICS E SEUS PODRES PERSONAGENS.