Bolívia prende procurador-geral acusado de ligação com o crime organizado
Roger Mariaca foi detido dois dias após os EUA anunciarem sanções contra ele e outras autoridades
A Bolívia prendeu na quarta-feira, 30, o procurador-geral Roger Mariaca, acusado de ter ligações com o crime organizado e usar seu cargo para favorecer organizações criminosas.
A prisão ocorreu dois dias após os Estados Unidos revogarem o visto de Mariaca e de outras autoridades latino-americanas, em meio a acusações de corrupção e vínculos com o narcotráfico.
“O governo Trump apoia firmemente o presidente e o governo democraticamente eleito da Bolívia em suas ações ousadas e decisivas para combater o narcotráfico, a corrupção sistêmica e o crime organizado transnacional na Bolívia”, escreveu o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em suas redes sociais.
O governo do presidente Rodrigo Paz Pereira integra o Escudo das Américas, uma aliança de países latino-americanos voltada ao combate ao narcotráfico.
Prisão de Mariaca
Mariaca foi preso em Santa Cruz de la Sierra. O promotor da cidade, Alberto Zeballos, também foi detido. Ao todo, 14 pessoas foram presas durante a operação, segundo o governo boliviano.
O ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, afirmou que a investigação permitiu desmantelar uma estrutura que, segundo a acusação oficial, estava instalada no sistema de Justiça.
“Uma organização criminosa infiltrada no sistema de Justiça e no Ministério Público foi desmantelada”, declarou.
Oviedo também afirmou que a estrutura tinha como objetivo “incentivar e proteger o narcoterrorismo no país”. As acusações ainda precisam passar pelo devido processo legal. Entre os crimes investigados estão lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de substâncias controladas.
Um dos fatos que chamou a atenção das autoridades foi a descoberta de uma grande quantia em dinheiro dentro de uma ambulância que havia saído de um imóvel ligado a Mariaca durante a madrugada. Quatro pessoas foram detidas no veículo enquanto transportavam bolsas e pacotes com dinheiro.
A contagem posterior apontou 3.532.100 bolivianos e 10 mil dólares.
O Ministério Público informou que investigará a origem do dinheiro e se os responsáveis pelo transporte conseguem comprovar legalmente sua procedência. O montante permanece sob custódia oficial enquanto a investigação prossegue.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
01.10.2026 17:43Até na Bolivia a Justiça funciona !!! 🤷🏻