Bilionário promete entregar empresa a quem provar que a terra é plana
A proposta de entregar o controle de uma empresa bilionária em troca de uma prova de que a Terra é plana chamou a atenção de curiosos
A proposta de entregar o controle de uma empresa bilionária em troca de uma prova de que a Terra é plana chamou a atenção de curiosos, cientistas e defensores da teoria da Terra plana
A iniciativa foi apresentada pelo presidente da Columbia Sportswear, Tim Boyle, como parte de uma campanha publicitária que mistura desafio, humor e divulgação de marca.
O que é o desafio da Columbia sobre prova de que a Terra é plana
Na campanha, Boyle aparece oferecendo o que, à primeira vista, parece ser um prêmio fora da realidade: o controle de um grupo avaliado em bilhões de dólares para quem conseguir fotografar a suposta “borda do planeta”.
O discurso faz referência direta aos chamados flat earthers, que defendem que a Terra não é um globo e veem a ação como oportunidade de validação.
Le coup marketing génial de Columbia : la marque promet d’offrir toute son entreprise à quiconque prouvera que la Terre est plate… tout en recommandant, évidemment, de partir en expédition équipé en Columbia. Le troll ultime 😆 pic.twitter.com/lKbgQpYMa6
— Creapills 💊 (@creapills) December 4, 2025
Como o prêmio da campanha foi estruturado pela empresa
Apesar da promessa inicial de entregar todos os ativos do grupo, o regulamento da campanha esclarece que o prêmio real seria o controle de uma empresa de responsabilidade limitada associada à marca, avaliada em cerca de 100 mil dólares.
A estratégia mantém forte apelo midiático, mesmo com um valor bem menor do que sugerido na propaganda.
O foco recai menos sobre a chance de alguém vencer e mais sobre expor o contraste entre discurso e prática, incentivando defensores da “borda do mundo” a sair da internet e produzir evidências concretas.
Como funciona o movimento que busca prova de que a Terra é plana
O movimento que procura uma prova de que a Terra é plana não é novo: no século XIX já havia grupos organizados defendendo um disco plano, apoiados em experimentos mal conduzidos e interpretações seletivas de fenômenos naturais.
Com a internet, essas ideias ganharam alcance internacional, formando comunidades que trocam conteúdos, promovem encontros e contestam instituições científicas.
Uma característica recorrente entre defensores da Terra plana é a desconfiança em relação a fontes oficiais de informação, inclusive quando dados são replicáveis e publicamente verificáveis.
Quais são as principais características do movimento terraplanista
Para entender por que a busca por uma suposta prova de que a Terra é plana persiste, é importante observar alguns elementos comuns na dinâmica desses grupos. Eles tendem a se organizar em comunidades fechadas e a tratar evidências consolidadas como parte de uma grande conspiração global.
- Desconfiança institucional: recusa de dados vindos de universidades, agências espaciais e governos.
- Comunidades fechadas: grupos que reproduzem apenas conteúdos alinhados à mesma visão.
- Reinterpretação de evidências: qualquer imagem ou experimento contrário à teoria é classificado como fraude.
Quais são as evidências científicas que refutam a Terra plana
Enquanto alguns grupos procuram confirmar uma prova de que a Terra é plana, a ciência acumula, há séculos, observações que apontam na direção oposta. Navios desaparecendo gradualmente no horizonte e o formato da sombra da Terra na Lua durante eclipses lunares são exemplos simples e acessíveis da curvatura do planeta.
Imagens obtidas por satélites, estações espaciais e missões tripuladas registraram diretamente o formato esférico da Terra. Como por exemplo, o vídeo em 4K apresentado pela Nasa em seu canal oficial do YouTube:
Quais são os principais tipos de evidência da forma esférica da Terra
Além das imagens modernas, há uma série de observações e experimentos históricos que, em conjunto, tornam insustentável a ideia de uma Terra plana. Esses elementos cobrem desde fenômenos visíveis a olho nu até tecnologias cotidianas usadas em transporte, comunicação e localização.
- Observações a olho nu: eclipses, horizonte e diferenças de constelações em latitudes distintas.
- Experimentos históricos: medições de sombras em diferentes cidades mostraram a curvatura ainda na Antiguidade.
- Imagens espaciais: fotos e vídeos captados por satélites, sondas e astronautas em órbita.
- Navegação e GPS: sistemas que dependem de cálculos baseados em um planeta esférico.
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