Biden concede perdões preventivos horas antes de deixar o cargo
Decisão protege aliados contra possíveis investigações sob o governo Trump
Joe Biden, em uma de suas últimas ações como presidente dos Estados Unidos, concedeu perdões preventivos a figuras importantes de sua administração, incluindo o Dr. Anthony Fauci, o general Mark Milley e membros do comitê que investigou o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
A medida foi anunciada pouco antes da posse de Donald Trump, que assume novamente a presidência com promessas de retaliação contra adversários políticos.
Os perdões foram justificados por Biden como uma forma de proteger indivíduos que “serviram à nação com honra” de possíveis investigações motivadas politicamente. “Essa decisão não implica culpa, mas busca evitar abusos do sistema judicial”, afirmou o ex-presidente em comunicado. A ação é considerada incomum, já que nenhum dos agraciados enfrenta acusações formais até o momento.
Durante sua campanha, Trump declarou que buscaria “retribuição” contra adversários e figuras-chave de investigações passadas, como a que apurou o ataque ao Capitólio.
O uso de perdões preventivos, apesar de legal, é controverso e raramente empregado por presidentes americanos.
Trump promete reverter legado de Biden
Donald Trump realizou neste domingo, 19, um comício em Washington, D.C., prometendo transformar sua posse em um marco histórico.
Ele afirmou que assinará mais de 200 ordens executivas já em seu primeiro dia no cargo, incluindo a reversão de políticas de Joe Biden e a implementação de medidas robustas contra imigração ilegal, com deportações em massa e a construção de um sistema antimísseis chamado “Grande Cúpula de Ferro”.
Entre suas promessas, Trump garantiu a divulgação de documentos secretos sobre os assassinatos de John F. Kennedy, Robert Kennedy e Martin Luther King Jr. Ele também sinalizou anistias para manifestantes de 6 de janeiro de 2021 e criticou Biden por reivindicar crédito em negociações de cessar-fogo entre Israel e Hamas, alegando que sua equipe teve papel fundamental.
O evento contou com a presença de personalidades como Elon Musk, Jon Voight, que será embaixador especial para Hollywood, e Dana White, CEO do UFC. Trump reafirmou seu compromisso com a agenda “América em primeiro lugar”, assegurando que “tudo começa amanhã”.
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