“Autorização do Congresso para um bombardeio no Oriente Médio? Sério mesmo?”
Editorial do portal "The Free Press" defende bombardeio ao Irã como ação decisiva para conter regimes autoritários e restaurar a polírica de dissuasão americana
O portal The Free Press, um dos veículos mais influentes da imprensa alternativa mundial, publicou neste sábado, 22, editorial em defesa do ataque aéreo ordenado pelo presidente Donald Trump contra as principais instalações nucleares do Irã.
O bombardeio representa o cumprimento de uma promessa de campanha e uma ação estratégica crucial para impedir que o Irã obtenha armamento nuclear.
“O presidente Trump prometeu que nunca permitiria que o Irã tivesse uma arma nuclear. Na noite passada, com sete bombardeiros B-2 e uma dúzia de bombas de 13 toneladas, ele cumpriu essa promessa.”
Os alvos atingidos foram os centros de enriquecimento de urânio em Natanz, Esfahan e Fordow, sendo este último um complexo subterrâneo a 90 metros de profundidade, considerado até então impenetrável.
Mesmo diante de resistência interna, Trump autorizou o uso da bomba GBU-57A/B, lançada por aviões B-2, únicos capazes de transportá-la.
“Com um único esforço de força militar incomparável, os Estados Unidos podem encurtar a guerra, impedir uma escalada maior e eliminar a principal ameaça à estabilidade do Oriente Médio.” A frase é de autoria de Niall Ferguson e do ex-ministro da defesa israelense Yoav Gallant.
O general Dan Caine afirmou que os danos foram “severos e destrutivos.” Desde então, Israel mantém ataques contra instalações militares iranianas, enquanto o Irã respondeu com mísseis contra cidades israelenses.
“O Irã tem o sangue de tantos americanos em suas mãos: de nossos soldados no Iraque e Afeganistão aos fuzileiros navais no Líbano, até a tentativa de assassinato do próprio Trump.”
Para os editores, impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear é um ato de bom senso estratégico, e não uma provocação.
A oposição democrata reagiu duramente. Alexandria Ocasio-Cortez classificou o ataque como motivo para impeachment. “A decisão desastrosa do presidente de bombardear o Irã sem autorização é uma grave violação da Constituição”, disse a socialista.
Hakeem Jeffries e Chuck Schumer defenderam a aplicação da Lei de Poderes de Guerra. O editorial ironizou: “Autorização do Congresso para um bombardeio no Oriente Médio? Sério mesmo?”
Jamie Metzl, ex-integrante do governo Clinton, elogiou a ação como “ousada e corajosa, em defesa dos interesses nacionais dos EUA.”
Segundo o texto, ele foi exceção entre os críticos históricos de Trump.
“Não há planos para tropas americanas ou mesmo israelenses no solo iraniano.”
A operação foi aérea e baseada em inteligência, com apoio de redes do serviço secreto israelense.
O editorial estabelece um paralelo com a guerra da Ucrânia. “Considere como o arsenal nuclear da Rússia impediu uma resposta mais decisiva do governo Biden. Imagine agora o Irã com a mesma ameaça implícita.”
“O Irã já estava enriquecendo urânio suficiente para quase uma dúzia de ogivas.”
Os editores afirmam que a via diplomática fracassou, do acordo assinado por Obama às tentativas recentes de negociação com Trump. “Em abril, o governo Trump deu ao Irã 60 dias para um novo acordo. A resposta foi o silêncio.”
Trump afirmou que novos bombardeios poderão ocorrer caso o regime iraniano não encerre totalmente seu programa nuclear. “Trump avisou que, se o Irã não encerrar completamente seu programa nuclear, novos bombardeios ocorrerão.”
Há preocupação com os efeitos secundários. Arábia Saudita elevou o alerta militar. Bahrein e Catar decretaram estado de emergência.
O Irã iniciou ações para interferir na navegação no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.
Apesar disso, o editorial sustenta: “O mundo civilizado não podia permitir que o maior patrocinador do terrorismo se tornasse um chantagista nuclear.”
“O regime teocrático do Irã não pode ser autorizado a obter uma arma nuclear. Só podemos esperar que finalmente os tenhamos detido na última hora.”
Para os autores, Trump demonstrou firmeza diante de uma crise real.
“Independentemente do que se pense sobre suas políticas internas, só há um adjetivo para descrever sua ação nesta crise: presidencial.”
Sobre o The Free Press
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