Ataque com drones a Moscou danificou refinaria de petróleo, diz Ucrânia
De acordo com o Estado-Maior de Kiev, a instalação abastece a capital russa com até metade de suas necessidades de combustível
A Ucrânia promoveu um ataque massivo de drones na madrugada desta terça, 11, em Moscou e outras cidades russas.
De acordo com o Estado-Maior de Kiev, os serviços de inteligência e militar invadiram uma refinaria de petróleo da capital russa, a qual processa 11 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano. O órgão ucraniano afirmou, em comunicado, que a instalação abastece a capital russa com até metade de suas necessidades de combustível.
O Ministério de Defesa da Rússia disse que derrubou pelo menos 91 drones ao redor da capital e mais de 240 que estavam em direção a outros alvos no país.
Alguns aeroportos também foram atingidos e prédios residenciais foram parcialmente destruídos.
Moscou afirmou que três pessoas morreram e dezoito ficaram feridas.
Esse foi considerado o maior ataque de drones contra a Rússia desde o início da guerra.
Motivação
Apesar de o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky não ter feito declarações sobre o ataque, é possível especular sobre quais teriam sido os seus motivos.
Nesta terça, 11, Zelensky tem reuniões marcadas com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Riad, capital da Arábia Saudita.
Com o ataque no mesmo dia, antes dos encontros, os ucranianos querem mostrar que ainda têm capacidade de causar danos à Rússia.
Reunião
Em Riad, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira, 10, que a Ucrânia e a Rússia devem “fazer coisas difíceis” para acabar com a guerra.
“A coisa mais importante que temos para deixar aqui é uma forte sensação de que a Ucrânia está preparada para fazer coisas difíceis, como os russos vão ter que fazer coisas difíceis para acabar com este conflito ou pelo menos interrompê-lo de alguma forma”, disse a jornalistas.
Segundo Rubio, os dois países “precisam chegar a um entendimento de que não há solução militar” para o fim do conflito e devem ceder em algum ponto.
Na avaliação do secretário, os russos não vão entregar os territórios invadidos em 2014.
Leia mais: “Crusoé: O que a Ucrânia quer com ataque de drones a Moscou”
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Comentários (1)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
11.03.2025 14:21Como sempre a Rússia diz que abateram todos os drones. O problema parece ser que os destroços têm uma precisão danada...