Assessores teriam ameaçado jornalistas para encobrir estado de saúde de Biden
Livro “Original Sin” revela operação para ocultar declínio cognitivo de ex-presidente com intimidação e controle de informações
O livro “Original Sin” (“Pecado Original”), dos jornalistas Jake Tapper (CNN) e Alex Thompson (Axios), revela que assessores do então presidente Joe Biden agiram para impedir a divulgação de reportagens sobre seu estado de saúde declinante.
Segundo a obra, uma jornalista foi levada a deixar de publicar matéria sobre lapsos cognitivos do presidente após uma ligação de Steve Ricchetti, vice-chefe de gabinete da Casa Branca.
A jornalista entendeu o contato como uma ameaça: se publicasse, seria desmentida em público e rotulada de mentirosa. A tática funcionou, e a reportagem foi abandonada.
Segundo os autores, essa foi apenas uma das estratégias utilizadas pelo entorno de Biden para silenciar denúncias e proteger sua imagem durante o mandato e a campanha de reeleição.
Os compromissos do presidente passaram a ser agendados apenas em horários considerados mais seguros, até as 16h, e o número de entrevistas e aparições públicas caiu drasticamente. Biden se tornou um dos presidentes menos acessíveis à imprensa em décadas.
Reuniões foram reduzidas e roteirizadas. O presidente usava cartões com instruções em letras grandes, e assessores intermediavam interações, filtrando perguntas e respostas.
Assessores acompanhavam Biden em deslocamentos para evitar registros de desequilíbrios. Havia discussões internas sobre o uso de cadeira de rodas após a eleição de 2024.
Notícias negativas sobre sua saúde eram removidas dos resumos de leitura entregues ao presidente. Relatos sobre declínio eram omitidos ou suavizados para aliados e doadores.
Reportagens críticas eram contestadas de forma agressiva pela assessoria de imprensa. Jornalistas recebiam contatos off the record com recados alegadamente intimidadores.
Membros do gabinete do ex-presidente e congressistas foram mantidos no escuro quanto à gravidade da situação, ainda segundo o livro. Muitos defenderam Biden em público mesmo nutrindo dúvidas em privado.
As revelações contidas em “Original Sin” indicam que a Casa Branca adotou uma operação sistemática de controle da narrativa, com implicações profundas para a transparência do governo e a confiança nas instituições democráticas.
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