Assassinato político vira fetiche da esquerda nos EUA
Estudo aponta que discursos violentos se normalizaram em ambientes online desde 2024
Uma nova pesquisa do Network Contagion Research Institute (NCRI) aponta para a consolidação de uma cultura de assassinatos políticos entre setores da esquerda radical nos Estados Unidos.
O estudo, divulgado nesta semana, identifica um aumento significativo de discursos violentos nas redes sociais, incluindo justificativas abertas para o assassinato de figuras como Donald Trump e Elon Musk.
Segundo o relatório, esse fenômeno emergiu com força após o assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em dezembro de 2024, cometido por Luigi Mangione.
O crime desencadeou uma enxurrada de memes nas redes que transformaram o autor em uma espécie de herói popular. Desde então, outros nomes ligados à direita e ao empresariado passaram a ser alvos recorrentes dessas manifestações violentas, agora travestidas de “humor” e “engajamento político”.
A NCRI conduziu uma pesquisa nacional com mais de 1.200 adultos americanos, ponderada por dados demográficos do censo.
Os resultados revelam que 38% dos entrevistados disseram que seria ao menos “algo justificável” matar Donald Trump. Entre os que se identificaram como de esquerda, esse índice sobe para 55%. Elon Musk também aparece como alvo: 31% dos entrevistados em geral e 48% dos autodeclarados progressistas veem seu assassinato como justificável em algum grau.
“O que era tabu virou normal”, afirmou Joel Finkelstein, principal autor do estudo. “Há uma convergência de glorificação da violência, tentativas reais e uma mudança de normas culturais — isso caracteriza o que chamamos de ‘cultura do assassinato’”.
A pesquisa também identificou correlação entre esse tipo de ideologia e o uso da plataforma BlueSky, rede social preferida por usuários de esquerda. O relatório acusa a rede de ter se tornado um “amplificador” de radicalismos, comparável a como o 4chan e o Gab serviram à direita alternativa no passado.
Além de postagens exaltando violência, há reflexos concretos no debate público. Um exemplo citado no estudo é uma proposta legislativa na Califórnia chamada “Acesso Luigi Mangione à Saúde”, nomeada em referência direta ao assassino de Thompson. O projeto tem sido usado como símbolo de resistência contra o setor privado da saúde.
O relatório aponta ainda que o apoio a destruição de propriedade privada, como concessionárias da Tesla, também é alto.
Cerca de 40% dos entrevistados disseram que ataques contra lojas da montadora seriam “algo justificável”.
Para os autores do estudo, essas opiniões fazem parte de um sistema de crenças coeso que combina autoritarismo de esquerda, sensação de impotência política e desejo de pertencimento a grupos radicais.
Finkelstein argumenta que censura não será suficiente para conter esse fenômeno, mas acredita que a liderança política poderia ajudar a desmontar a normalização da violência: “Se líderes da esquerda condenarem explicitamente essas ideias e reafirmarem normas morais básicas, essa cultura pode ser desmantelada rapidamente”.
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