Assassinato em transmissão ao vivo na Suécia segue sem solução
Refugiado iraquiano Salwan Momika foi executado durante live em janeiro; governo fala em envolvimento estrangeiro
O refugiado iraquiano Salwan Momika foi morto a tiros há quase seis meses, em 29 de janeiro, em seu apartamento na cidade de Södertälje, nos arredores de Estocolmo. O caso segue sem solução.
O crime ocorreu durante uma transmissão ao vivo no TikTok, horas antes de um tribunal anunciar o veredito de um processo no qual ele respondia por incitação ao ódio étnico, após queimar exemplares do Alcorão em 2023.
Até hoje, as autoridades suecas não prenderam nenhum suspeito.
Cinco homens chegaram a ser detidos poucas horas após o assassinato, mas foram libertados dois dias depois por falta de provas.
Em março, a promotoria confirmou que os cinco estavam formalmente descartados da investigação.
Segundo o promotor Rasmus Öman, os investigadores “têm uma ideia bastante boa de como os eventos se desenrolaram”, mas ninguém foi formalmente acusado.
O caso mobiliza os serviços de segurança suecos, que avaliam a possibilidade de envolvimento estrangeiro.
O primeiro-ministro Ulf Kristersson declarou ainda em janeiro que havia “risco de ligação com uma potência estrangeira”. O governo não especificou qual país estaria por trás do crime.
Momika, cristão de origem iraquiana, ficou conhecido por organizar queimas do Alcorão em locais públicos de Estocolmo, como a mesquita central e o parlamento.
As manifestações, feitas com autorização da polícia, geraram protestos violentos em países muçulmanos e ataques à embaixada sueca em Bagdá.
O primeiro-ministro Ulf Kristersson lidera uma coalizão de centro-direita formada pelos partidos Moderado, Liberal e Democrata-Cristão, que governa com o apoio formal dos Democratas da Suécia, legenda de direita.
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“Refugiado iraquiano cristão que queimou o Alcorão é assassinado”
https://oantagonista.com.br/mundo/suecia-refugiado-iraquiano-cristao-que-queimou-o-alcorao-e-assassinado/
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