As duas baixas entre os cardeais para o Conclave
Número de cardeais aptos a escolherem o próximo papa passou de 135 para 133
O Vaticano informou nesta terça-feira, 29, que dois carteais não participarão do Conclave que elegerá o sucesso do papa Francisco, marcado para a próxima semana.
O porta voz da Santa Sé, Matteo Bruni, não confirmou a identidade de ambos. No entanto, a AFP revelou se tratar de um espanhol e um bósnio.
Com as ausências confirmadas, o número total de cardeais com até 80 anos – aptos a votarem na eleição do novo pontífice – passou de 135 para 133.
Para ser eleito, o novo pontífice deve receber pelo menos dois terços dos votos.
O Conclave terá início em 7 de maio.
Cardeal demitido
O cardeal italiano Giovanni Angelo Becciu não participará do Conclave.
Em setembro de 2020, o papa Francisco demitiu Angelo Becciu do Dicastério das Causas dos Santos e retirou seus direitos como cardeal. Na ocasião, o italiano era acusado de envolvimento em operações financeiras irregulares.
“Tendo em mente o bem da Igreja, que servi e continuarei a servir com fidelidade e amor, bem como contribuir à comunhão e à serenidade do Conclave, decidi obedecer, como sempre fiz, à vontade do Papa Francisco de não entrar em Conclave, permanecendo convencido de minha inocência”, escreveu Becciu.
De acordo com o Vatican News, o cardeal italiano foi acusado de desvio e má gestão de fundos da Secretaria de Estado do Vaticano, entre os quais investimentos financeiros obscuros e uso indevido de recursos da Igreja.
Em 2023, o cardeal foi condenado a cinco anos e meio de prisão pelo tribunal do Vaticno.
Ele se tornou o mais alto representante da Igreja Católica a ser julgado e condenado por crimes financeiros pelo próprio Vaticano.
Como funciona?
A votação ocorrerá dentro da Capela Sistina.
Para ser eleito, um cardeal precisa obter dois terços dos votos.
Os 135 cardeais recebem cédulas de votação, onde há um espaço para escreverem o nome do candidato.
Eles dobram duas vezes o papel e depositam o voto em uma urna.
Os cardeais nomeados como escrutinadores leem cada escolha em voz alta.
Os votos são secretos e, posteriormente, queimados pela administração do Vaticano.
Fumaça
Após a contagem dos votos, sairá uma fumaça da chaminé da Capela Sistina: branca ou preta.
Se houver definição do novo papa, haverá uma fumaça branca.
Caso contrário, a fumaça será preta.
Nesse caso, uma nova rodada de votação é realizada.
Com isso, o Conclave pode durar dias até que dois terços dos cardeais votem no mesmo candidato.
A Igreja permite até quatro votações por dia. Duas pela manhã e duas pela tarde.
No entanto, se não houver definição após três dias, o processo é suspenso por um dia para orações.
Oficialização
Ao ser votado por pelo menos dois terços, o cardeal eleito responderá a seguinte pergunta: “Aceita a sua eleição canônica para Sumo Pontífice?”
Caso aceite, ele escolhe um novo nome papal.
Trata-se de uma tradição para se homenagear os antigos papas.
Geralmente, o nome escolhido indica que o novo Papa se identifica com as doutrinas de outros homólogos e homônimos.
O novo pontífice recebe as vestes papais e medita antes de se apresentar na Sacada Central da Basílica de São Pedro
De lá, o cardeal decano anuncia ao mundo a frase: “Habemus Papam”, que significa “Temos um papa”.
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Comentários (1)
Dovanil Ferraz Camargo Júnior
29.04.2025 15:15No final da matéria foi informado que 135 cardeais receberão células para votação, entretanto são 133.