Arqueólogos descobrem pedaços de uma das sete maravilhas do mundo no Mediterrâneo que estava desaparecida há 1.600 anos

23.01.2026

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Arqueólogos descobrem pedaços de uma das sete maravilhas do mundo no Mediterrâneo que estava desaparecida há 1.600 anos

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4 minutos de leitura 15.12.2025 11:34 comentários
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Arqueólogos descobrem pedaços de uma das sete maravilhas do mundo no Mediterrâneo que estava desaparecida há 1.600 anos

A nova descoberta oferece evidências materiais da entrada monumental do farol, citada em textos antigos, mas pouco conhecida em detalhes.

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Arqueólogos descobrem pedaços de uma das sete maravilhas do mundo no Mediterrâneo que estava desaparecida há 1.600 anos
Farol de Alexandria. Créditos: depositphotos.com / ASAFBEY

O recente achado no mar Mediterrâneo reacendeu o interesse mundial pelo Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Em plena área portuária da cidade egípcia de Alexandria, arqueólogos localizaram blocos monumentais submersos há mais de mil anos, que ajudam a reconstruir parte da torre desaparecida entre os séculos XIII e XIV após sucessivos terremotos.

Por que o achado do Farol de Alexandria é importante

A nova descoberta oferece evidências materiais da entrada monumental do farol, citada em textos antigos, mas pouco conhecida em detalhes.

Foram resgatados blocos entre 70 e 80 toneladas, como jambas, umbrais, lintéis e grandes lajes de pavimento, preservados no fundo do porto oriental de Alexandria.

Esses elementos revelam a combinação de técnicas arquitetônicas egípcias e gregas, reforçando o farol como símbolo de encontro de culturas.

Ao analisar proporções, encaixes e possíveis inscrições, especialistas refinam hipóteses sobre altura total, formato das plataformas e aparência da base.

Como funcionava o antigo farol de Alexandria

Erguido na ilha de Faros no século III a.C., durante o reinado de Ptolemeu II, o famoso farol de Alexandria guiava embarcações e simbolizava o poder econômico e intelectual da cidade.

Textos antigos descrevem uma torre com vários andares, provavelmente três níveis sobrepostos, coroada por uma estátua no topo.

Abalos sísmicos entre os séculos XIII e XIV causaram danos irreversíveis, levando ao colapso da estrutura.

Parte das pedras foi reaproveitada na cidadela de Qaitbay, erguida no mesmo promontório, enquanto muitos blocos afundaram nas águas rasas do porto, onde vêm sendo mapeados desde a década de 1990.

Como funciona o projeto PHAROS

Para compreender melhor a antiga maravilha, pesquisadores criaram o projeto PHAROS, parceria entre o CNRS, o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito e a Fundação Dassault Systèmes.

O objetivo é integrar restos arqueológicos a ferramentas digitais avançadas, como fotogrametria e modelagem 3D.

O trabalho segue etapas articuladas, que vão da prospecção subaquática à criação de um “gêmeo digital” do farol, permitindo reconstituições virtuais cada vez mais precisas:

  • Mapeamento subaquático e registro em foto e vídeo dos blocos.
  • Escaneamento em alta resolução das peças recuperadas.
  • Integração com textos antigos e estudos anteriores.
  • Elaboração de um modelo tridimensional detalhado do farol.

Leia também: Como é viver no frio extremo da cidade mais gelada e hostil da terra a -71°C

Quais impactos o achado traz para a arqueologia

A recuperação de novos elementos do Farol de Alexandria antigo amplia o material para estudar arquitetura, engenharia e história urbana helenística.

Cada bloco permite avaliar técnicas de corte de pedra, sistemas de encaixe, revestimentos e marcas de desgaste ligadas ao uso da torre.

O sítio de Alexandria funciona também como laboratório de preservação em ambiente costeiro sujeito a poluição e tráfego marítimo.

A criação de um modelo digital detalhado favorece projetos educativos, exposições virtuais e acesso ampliado para estudantes, museus e público interessado.

O que ainda pode ser descoberto sobre o farol de Alexandria

Pesquisadores indicam que o fundo do porto de Alexandria ainda pode guardar vestígios importantes do farol, como blocos decorados, fragmentos de escadarias internas, partes da base original e possíveis inscrições dedicatórias.

Cada novo achado ajuda a completar a imagem da estrutura.

Com o avanço de tecnologias de varredura geofísica e o cruzamento entre dados arqueológicos, geológicos e fontes textuais, o Farol de Alexandria permanece como referência histórica e científica, reconstituído pouco a pouco por meio de recursos digitais e estudos multidisciplinares.

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