Arábia Saudita desafiou o deserto com 14.000 km de dutos de água

20.04.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista

Arábia Saudita desafiou o deserto com 14.000 km de dutos de água

avatar
Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 22.12.2025 17:34 comentários
Mundo

Arábia Saudita desafiou o deserto com 14.000 km de dutos de água

As principais cidades e polos industriais, como Riade e Jedá, dependem majoritariamente de água produzida em usinas marítimas

avatar
Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 22.12.2025 17:34 comentários 0
Arábia Saudita desafiou o deserto com 14.000 km de dutos de água
Arábia Saudita desafiou o deserto com 14.000 km de dutos de água - Créditos: depositphotos.com / sablinstanislav

A Arábia Saudita tornou a dessalinização de água do mar o eixo central de sua segurança hídrica, substituindo fontes tradicionais por usinas costeiras e um vasto sistema de dutos que abastece cidades, indústrias e parte da agropecuária em regiões desérticas.

O que é a dessalinização de água do mar

A dessalinização remove sais e impurezas da água salobra ou do mar, tornando-a adequada ao consumo humano e a usos industriais.

Na Arábia Saudita, essa tecnologia alcançou escala industrial e é hoje indispensável para manter grandes centros urbanos no deserto.

O país migrou de sistemas de destilação térmica para usinas modernas de osmose reversa, que utilizam membranas e altas pressões para separar o sal da água.

Essa transição buscou reduzir o gasto energético, embora o processo ainda exija muita eletricidade e infraestrutura complexa.

Arábia Saudita desafiou o deserto com 14.000 km de dutos de água
Arábia Saudita desafiou o deserto com 14.000 km de dutos de água – Créditos: depositphotos.com / tifonimages

Como a dessalinização sustenta o abastecimento hídrico da Arábia Saudita

As principais cidades e polos industriais, como Riade e Jedá, dependem majoritariamente de água produzida em usinas marítimas.

Essa dependência abrange consumo residencial, indústrias estratégicas e megaprojetos urbanos planejados no deserto.

Para garantir o fornecimento contínuo, o país opera milhares de quilômetros de dutos, estações de bombeamento e reservatórios, além de reservas estratégicas de água tratada.

Esse arranjo faz da dessalinização uma infraestrutura crítica, comparável ao sistema elétrico nacional.

Quais são os impactos energéticos e ambientais da dessalinização

A dessalinização em larga escala consome grande volume de energia, ainda majoritariamente gerada por petróleo e gás, o que vincula custo da água, preço dos combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa. Esse elo pressiona a matriz energética e o orçamento público.

O processo também gera salmoura concentrada, mais quente e com resíduos químicos, devolvida ao mar e capaz de alterar ecossistemas costeiros sensíveis.

Entre os principais impactos observados estão:

  • Aumento da salinidade e redução de oxigênio em áreas próximas aos pontos de descarga;
  • Maior estresse para recifes de corais e organismos marinhos em águas rasas e quentes;
  • Retroalimentação negativa, com água de entrada mais salgada encarecendo a própria dessalinização;
  • Desgaste acelerado de membranas e equipamentos por condições mais extremas.

A dessalinização pode se tornar mais sustentável no futuro

O debate atual busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar danos aos ecossistemas marinhos, alinhando água, energia e meio ambiente.

A Visão 2030 prevê expansão de energias renováveis, especialmente solar, para alimentar novas usinas de dessalinização.

Projetos como Neom são apresentados como laboratórios para integrar energia limpa, dessalinização eficiente e reaproveitamento de efluentes.

Pesquisas também avaliam o aproveitamento econômico da salmoura, com extração de minerais como magnésio e lítio, transformando parte do rejeito em insumo industrial.

Quais são os principais caminhos para o futuro hídrico saudita

Diante da escassez estrutural de água doce, a Arábia Saudita tende a manter a dessalinização como pilar de longo prazo, mas precisará ajustá-la a metas globais de eficiência e redução de emissões. O planejamento integrado entre setores é central nesse processo.

  1. Ampliar o uso de fontes renováveis na matriz elétrica das usinas;
  2. Diminuir vazamentos e melhorar o monitoramento de dutos;
  3. Aumentar o reuso de esgoto tratado em fins não potáveis;
  4. Desenvolver soluções para uso da salmoura como recurso econômico;
  5. Integrar planejamento hídrico, energético e urbano em novos projetos.
  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Gilmar quer Zema no inquérito das fake news

Visualizar notícia
2

“Desequilíbrio vaidoso e agressivo” de Gilmar “não é hipótese, é fato”, diz Vieira

Visualizar notícia
3

Maquiador de Michelle sobre Flávio: “Esse estereótipo nunca chegou à Presidência”

Visualizar notícia
4

Crusoé: O aperto de mãos da discórdia de Carlos Bolsonaro

Visualizar notícia
5

Gilmar diz não ver crise no STF: “Não concordo com colegas nessa visão”

Visualizar notícia
6

Crusoé: Netanyahu condena destruição de imagem de Jesus por soldado israelense

Visualizar notícia
7

Seif admite falta de votos para barrar Messias no STF

Visualizar notícia
8

Girão critica inclusão de Zema em inquérito das fake news

Visualizar notícia
9

Forças Armadas repassaram R$ 137 milhões ao Banco Master via consignados

Visualizar notícia
10

Caiado defende Kassab como vice e articula chapa do PSD para 2026

Visualizar notícia
1

Seif admite falta de votos para barrar Messias no STF

Visualizar notícia
2

Turistas ficam 'ilhados' em morro em meio a operação contra traficantes no RJ

Visualizar notícia
3

Gilmar quer Zema no inquérito das fake news

Visualizar notícia
4

"Taxação do Pix é ideia do Bolsonaro", diz Haddad

Visualizar notícia
5

Crusoé: O aperto de mãos da discórdia de Carlos Bolsonaro

Visualizar notícia
6

Entenda por que detesto e não leio textos de IA

Visualizar notícia
7

Marinho aponta “jurisprudência de exceção” de Flávio Dino no STF

Visualizar notícia
8

"Sinal de que a carapuça serviu", diz Zema sobre Gilmar

Visualizar notícia
9

Fim da escala 6x1: CCJ da Câmara deve votar PEC nesta semana

Visualizar notícia
10

Quem vilipendia a honra do STF

Visualizar notícia
1

Valdemar exalta aperto de mão da discórdia de Carluxo

Visualizar notícia
2

STF tem dois votos para condenar Eduardo por difamação contra Tabata Amaral

Visualizar notícia
3

Por unanimidade, Primeira Turma do STF mantém cassação de Bacellar

Visualizar notícia
4

“Pensei que Obama ia me indicar ao Nobel”, diz Lula sobre Irã

Visualizar notícia
5

Plantas da sorte: 5 opções para colocar no trabalho e atrair prosperidade

Visualizar notícia
6

Período de transição de 5 anos para fim da escala 6×1 é “inaceitável”, diz Erika

Visualizar notícia
7

Lula e Merz defendem diplomacia e rejeitam uso da força em conflitos globais

Visualizar notícia
8

Gato tigrado: 6 raças que se destacam pela pelagem 

Visualizar notícia
9

Dino propõe “Nova Reforma do Judiciário” que mal toca no STF

Visualizar notícia
10

Crusoé: PT do Rio declara apoio a Eduardo Paes

Visualizar notícia

Tags relacionadas

água Arábia Saudita engenharia rio
< Notícia Anterior

Rússia declara "total apoio" ao regime de Maduro

22.12.2025 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

7 receitas de panetone caseiro para o Natal

22.12.2025 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.