Arábia Saudita condena “agressão” do Irã contra base americana
Ministério das Relações Exteriores chamou ataque de "violação flagrante do direito constitucional" contra " o estado irmão do Catar"
A Arábia Saudita condenou “nos termos mais fortes” o ataque com mísseis lançados pelo Irã contra a base aérea americana de Al-Udeid, no Catar nesta segunda-feira, 23.
Em publicação no X, o Ministério de Relações Exteriores saudita afirmou se tratar de “uma violação flagrante do direito constitucional e dos princípios de boa vizinhança” contra o “estado irmão do Catar”.
“O Reino da Arábia Saudita condena e denuncia nos termos mais fortes a agressão do Irã contra o estado irmão do Catar, que considera uma violação flagrante do direito internacional e dos princípios de boa vizinhança, inaceitável e injustificável sob quaisquer circunstâncias”, diz trecho.
O ataque promovido pelo regime de Teerã teria sido em retaliação aos bombardeios americanos no sábado, 21, contra as principais instalações nucleares do Irã.
“A República Islâmica do Irã, confiando em Deus Todo-Poderoso e no povo fiel e orgulhoso do Irã, nunca deixará nenhuma agressão contra sua integridade territorial, soberania ou segurança nacional sem resposta”, afirmou a Guarda Revolucionária iraniana (IRGC).
O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado todos os mísseis lançados pelo Irã.
O Departamento de Defesa dos EUA afirmou não ter havido baixas americanas.
“Neste momento, não há relatos de baixas americanas. Estamos monitorando a situação de perto”, disse uma autoridade do Pentágono ao The New York Times.
Rivalidade com Irã
Há séculos, a Arábia Saudita e o Irã travam disputas religiosas, econômicas, sociais e culturais.
O principal fator é a religião, já que o Irã é uma república islâmica da vertente xiita, enquanto a Arábia Saudita é o berço do islamismo sunita wahabita.
Em 2016, a ditadura saudita cortou relações diplomáticas com Teerã após a morte de um clérigo xiitaq saudita e o ataque à embaixada na capital iraniana por manifestantes.
Além disso, os dois países são grandes produtores de petróleo e disputam o mercado energético.
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