Após 65 anos, rede histórica liquida 130 lojas e deixa 12 mil trabalhadores sem emprego e 17 mil aposentados apreensivos
A rede histórica chegou ao fim depois que nenhuma proposta conseguiu manter suas operações durante a proteção judicial. A liquidação das 130 lojas restantes eliminou cerca de 12 mil empregos e ampliou a incerteza sobre um plano de aposentadoria com milhares de participantes. Qual rede histórica encerrou as atividades após 65 anos? A empresa era...
A rede histórica chegou ao fim depois que nenhuma proposta conseguiu manter suas operações durante a proteção judicial. A liquidação das 130 lojas restantes eliminou cerca de 12 mil empregos e ampliou a incerteza sobre um plano de aposentadoria com milhares de participantes.
Qual rede histórica encerrou as atividades após 65 anos?
A empresa era a Sears Canada, criada em 1952 como Simpsons-Sears por uma parceria entre a canadense Simpsons e a Sears dos Estados Unidos. O negócio combinava grandes lojas, catálogos e unidades menores pelo país.
Em outubro de 2017, a Justiça autorizou a liquidação das aproximadamente 130 lojas restantes. As vendas finais começaram no dia 19 e deveriam durar entre dez e 14 semanas. As últimas unidades fecharam em janeiro de 2018.

Como a Sears Canada se tornou uma rede nacional?
A operação começou como Simpsons-Sears e levou lojas de departamentos a diferentes regiões canadenses. Catálogos, eletrodomésticos, móveis, ferramentas e marcas próprias ajudaram a construir uma presença reconhecida durante várias gerações.
Quando a parceria terminou, o negócio passou a usar o nome Sears Canada. A relação com a tradicional rede Sears trouxe experiência em vendas por catálogo, mas não impediu que mudanças no consumo reduzissem sua força.
Alguns marcos organizam essa trajetória:
Por que a empresa precisou de proteção judicial?
A varejista acumulou quedas de vendas e perdas enquanto redes especializadas e o comércio eletrônico avançavam. Tentativas de renovar lojas, mudar produtos e modernizar sistemas consumiram recursos sem produzir recuperação suficiente.
Em junho de 2017, a companhia recorreu à Lei de Acordos com Credores de Empresas. A primeira etapa previa fechar 59 pontos e cortar 2.900 postos, ganhando tempo para buscar investidores e vender ativos.
Por que nenhuma proposta conseguiu manter a rede aberta?
Um grupo liderado pelo presidente executivo Brandon Stranzl tentou assumir o negócio, mas não apresentou uma transação que pudesse ser executada dentro do processo. Após semanas de negociações, a empresa informou que nenhuma oferta viável permitiria continuar funcionando.
Sem comprador e com o caixa diminuindo, a direção pediu autorização para liquidar estoques, móveis e equipamentos. O tribunal considerou que não existia alternativa viável. A decisão encerrou a tentativa de preservar as lojas e transformou a recuperação em fechamento completo.
Como trabalhadores e aposentados foram afetados?
A fase final eliminou cerca de 12 mil empregos, além dos 2.900 cortes anunciados anteriormente. Aproximadamente três quartos da força de trabalho atuavam em regime parcial. Muitos funcionários também enfrentaram disputas por indenizações, benefícios e outros valores durante o processo de insolvência.
O plano de aposentadoria tinha cerca de 17 mil participantes e beneficiários afetados, dos quais aproximadamente 13 mil já eram aposentados. O fundo apresentava insuficiência próxima de 267 milhões de dólares canadenses, criando risco de redução nos pagamentos e longa disputa entre credores.
Os grupos atingidos enfrentaram consequências diferentes:
Leia também: O que diz a lei para quem circula apenas com a CNH Digital?
O que aconteceu depois do fechamento das lojas?
As últimas unidades encerraram as vendas em 14 de janeiro de 2018, mas o processo jurídico continuou. Ativos, contratos e reivindicações precisaram ser examinados, enquanto antigos funcionários e aposentados buscavam recuperar parte dos valores devidos dentro das regras de prioridade.
Um representante nomeado pelo tribunal afirmou ao Parlamento do Canadá que representava 17 mil aposentados afetados pela insolvência. O caso transformou a Sears Canada em referência no debate sobre a proteção de pensões quando grandes empresas entram em colapso.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)